Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Finalmente, uma boa notícia

Rússia volta a comprar carne suína de SC, depois de quatro anos criando barreiras e empecilhos.

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Redação (17/03/2009)- A notícia mais aguardada nos últimos tempos pelo agronegócio catarinense chegou hoje: depois de quatro anos criando barreiras e empecilhos, a Rússia anunciou que voltará a comprar carne suína de Santa Catarina. “A decisão russa chega num momento de sufoco, quando as agroindústrias detém mais de 50.000 toneladas em estoques somente em território catarinense”, festeja o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, um dos primeiros a receber a comunicação da Abipecs (Associação Brasileira das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Carne Suína) e do Ministério da Agricultura.

O dirigente lembrou que o Estado enfrentou dificuldades na abertura de novos mercados em decorrência da lentidão dos países em reconhecer Santa Catarina como detentora de status sanitário máximo, indicando a erradicação da aftosa. A OIE – Organização Internacional de Saúde Animal concedeu esse atestado depois de importantes ações dos serviços públicos de saúde animal, estaduais e federais, e de investimentos do setor privado por meio do ICASA – Instituto Catarinense de Agropecuária, desde 2005.

O último ano em que Santa Catarina exportou para a Rússia foi em 2005 e chegou a 250.000 toneladas por ano, enquanto as exportações brasileiras totalizavam 400.000 toneladas. Daquele ano em diante, a Rússia deixou de comprar carne catarinense, embora continuasse importando do Rio Grande do Sul e de outros estados brasileiros.

“De forma injusta, Santa Catarina não participou desta festa”, lamenta Pedrozo, lembrando que, em 2008, as vendas para a Rússia somaram 225,79 mil toneladas, num total de US$ 741,52 milhões, uma queda de 18,99% em volume e 11,08% em valor, ante igual período de 2007. O maior fornecedor para o mercado russo foi o Rio Grande do Sul. Considerado todos os mercados (e não apenas a Rússia), as exportações totais de carne suína do ano passado atingiram um resultado histórico: o país exportou US$ 1,48 bilhão (crescimento de 20%) chegando a 529,41 mil toneladas,  77 mil a menos que em 2007.

O presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster, prevê que, agora, poderá começar uma lenta recuperação do setor: os preços praticados com os criadores vão parar de cair  e o produto voltar, paulatinamente, a se valorizar. Observou que “será um processo demorado, lento e gradual”.

O diretor de mercado interno da Abipcs, Jurandir Machado, disse que a Rússia enviará um veterinário para revisar as plantas, não sendo necessário missões técnicas, pois as unidades industriais já foram vistoriadas e aprovadas no passado.

A  redução das vendas externas em volume se deve ao bom desempenho do mercado interno, onde houve uma ampliação do consumo em 2008, e à queda das exportações nos dois últimos meses do ano passado.  A crise financeira global afetou fortemente importantes mercados e as exportações para a Rússia limitaram-se a 11,85 mil toneladas em dezembro de 2008, ante 36,62 mil t em dezembro de 2007.

 

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