Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Câmbio

Exportador deixa dólar lá fora

Diante da valorização do real, muitas empresas exportadoras têm preferido manter o dinheiro no exterior.

Grandes empresas brasileiras começaram a usar no primeiro semestre um mecanismo que permite manter no exterior parte das receitas com exportações. Em meio à recente valorização do real, muitas têm preferido manter o dinheiro no exterior à espera de um momento mais favorável para a companhia. Essa estratégia tem influenciado o resultado do fluxo de dólares para o Brasil.

Somente em junho, exportadores deixaram cerca de US$ 5,2 bilhões no exterior. No primeiro semestre de 2009, o volume mantido lá fora somou US$ 13,2 bilhões, de acordo com os dados divulgados ontem (27/07) pelo Banco Central. Pelas regras atuais, exportadores não são obrigados a trazer para o Brasil os dólares recebidos com vendas no exterior. Os recursos podem ficar fora do País para pagar, por exemplo, dívidas ou fornecedores internacionais.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, essas empresas têm “razões econômicas” para deixar o dinheiro fora do País.

Um das possíveis razões seria o pagamento de dívidas, como as importações. Para uma empresa que exporta e importa, manter os dólares serve como proteção contra as variações cambiais, o chamado “hedge”.

Dessa forma, a exportadora pode receber os dólares dos compradores internacionais e manter o dinheiro em conta no exterior. Os recursos ficam depositados até o vencimento de uma dívida internacional da mesma companhia. Quando isso ocorre, os recursos são transferidos para a conta da empresa no Brasil e, em seguida, a companhia paga o compromisso no exterior. A transferência para a conta brasileira é necessária porque a dívida é com a companhia no País e não, por exemplo, com a subsidiária no exterior.

Como a empresa já tem os dólares, “ao invés de ir ao mercado, ela traz o dinheiro que estava no exterior”, disse Altamir Lopes. Ao manter o dinheiro em dólares, a companhia evita qualquer perda por variação cambial. Segundo o técnico do BC, contudo, o saldo dessa engenharia financeira é zero, em termos de impacto na cotação do câmbio.

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