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Economia

PIB em alta

PIB do 2º trimestre deve indicar fim da recessão no Brasil. Analistas e governo projetam crescimento de cerca de 2% da economia.

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O Produto Interno Bruto (PIB) do 2º trimestre, que será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) hoje (11/09), deve indicar o fim da recessão técnica no Brasil – dois trimestres consecutivos de queda. Segundo levantamento do AE Projeções, o crescimento deve variar de 1,24% a 2,20% ante os primeiros três meses de 2009, com mediana em 1,80%.

O governo também está confiante. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o PIB cresceu entre 1,8% e 2% no segundo trimestre, na comparação com os primeiros três meses do ano. De acordo com o ministro, em julho e agosto, a economia deu fortes sinais de aceleração em razão da retomada da produção industrial, pois as medidas de combate à crise estão surtindo efeito.

Um número importante a ser observado será o investimento em produção, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). O indicador desabou 12,6% no primeiro trimestre em comparação com o quarto trimestre do ano passado. Já em relação aos primeiros três meses de 2008, a queda foi ainda maior, de 14%. Estes resultados foram ainda piores que as do quarto trimestre de 2008, quando os investimentos caíram 9,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Este número já mostrava o efeito do agravamento da crise econômica.

A FBCF é calculada levando-se em consideração a produção e importação de máquinas e equipamentos (com maior peso no cálculo, cerca de 60%) e, ainda, o desempenho da construção civil (cerca de 40% de peso).

No primeiro trimestre, a economia brasileira encolheu 0,8%, depois de recuar 3,6% de outubro a dezembro do ano passado, quando a turbulência externa atingiu em cheio a atividade nacional. Com a retomada do crescimento, o Brasil deixa o período de retração econômica mais rapidamente do que os países desenvolvidos, onde a recessão se prolongou por um ano.

Medidas devem ser mantidas – Apesar do número positivo, o ministro afirmou ser contra a adoção de estratégias de saída neste momento e avalia que as medidas anticíclicas devem ser mantidas no País, ponto defendido também pelos demais Brics.

Mantega avalia que ainda não é preciso reverter os estímulos porque o Brasil não teve o mesmo comprometimento fiscal que os outros países – os pacotes no País representaram apenas 1% do PIB. Conforme o ministro, a economia voltará a andar sozinha no futuro, mas esse momento ainda não chegou.

Mantega afirmou que não há novas desonerações à vista no Brasil. No entanto, continuará alerta. Ele mantém a previsão de crescimento de 1% do PIB neste ano e espera aumento de 5% em 2010.

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