Segundo especialistas e entidades, o sistema de transportes brasileiro está na iminência de um colapso e precisa de reformas.
Colapso rodoviário
Segundo entidades empresariais e especialistas, o sistema de transportes brasileiro está na iminência de um colapso. Para evitá-lo, a Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústria de Base (Abdib) defende investimentos de R$ 13 bilhões anuais – entre recursos públicos e privados – durante cinco anos para recuperar a malha rodoviária.
“A pior situação é das rodovias”, aponta relatório do Conselho de Infra-Estrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Nas ferrovias e portos também imperam o sucateamento e a saturação para escoar a produção.
Por ano, o País perde R$ 46 bilhões devido à precariedade do sistema de transportes, mais de cinco vezes o orçamento do Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do governo federal. “O apagão logístico só não é total porque o Brasil cresceu pouco”, apontam os técnicos.
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O prejuízo anual causado pelos gargalos é 3,5 vezes maior do que os aportes no setor. Estradas esburacadas, ferrovias sucateadas, portos saturados, caos nos aeroportos. O cenário é de apagão logístico, segundo especialistas. E pode piorar.
“A falta de transporte pára o Brasil”, avisa o professor Paulo Fernando Fleury. “Se houver um colapso e os caminhões pararem, em quatro ou cinco dias faltará comida na mesa dos brasileiros. Estamos em meio a um apagão logístico que só não é total porque o Brasil cresceu pouco”, diz o presidente da Seção de Cargas da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Flávio Benatti. “O crescimento de 5% (prometido pelo presidente Lula) com a infra-estrutura que temos é impossível”, alerta.





















