Camex adia definição de produtos que serão usados em retaliação contra os EUA. Lista de bens americanos que terão aumento do imposto de importação sai em março.
Retaliação contra os EUA
O governo adiou mais uma vez a divulgação da lista definitiva de bens americanos que terão aumento do imposto de importação. Os sete ministros que integram a Câmara de Comércio Exterior (Camex) determinaram “ajustes técnicos” na relação de produtos que será usada para a retaliação. Desta vez, a lista foi prometida para 1º de março.
Segundo a secretária-executiva da Camex, Lytha Spindola, o Brasil tem direito a uma retaliação no valor total de US$ 830 milhões por ano, enquanto forem mantidos os apoios irregulares do governo americano aos produtores de algodão. A parte relativa aos bens é de US$ 560 milhões e o restante pode envolver propriedade intelectual e serviços. O diretor do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Marcio Cozendey, disse que a reação brasileira não chegará aos US$ 830 milhões, mas negou que os ajustes técnicos determinados têm objetivo de ganhar tempo para negociar. “Continuamos abertos a uma negociação que respeite a decisão do painel da OMC [Organização Mundial do Comércio]”, disse.
Em outra decisão tomada na reunião de ontem, os ministros da Camex incluíram oito produtos na lista de exceção à Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul. Foram elevadas as tarifas do do cogumelo Agaricus (em duas apresentações do produto) e da borracha nítrica.
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O dicromato de sódio (matéria prima para curtumes) teve a alíquota reduzida de 10% para 2%. Dois tipos de vacina contra a gripe H1N1 tiveram a tarifa de importação zerada. Pigmentos do tipo rutilo com dióxido de titânio (principal insumo para a fabricação de tintas brancas) foram beneficiados com redução da alíquota de 12% para zero, desde que respeitada cota anual de 95 mil toneladas. Também foi reduzida de 14% para zero a tarifa de importação de inseticidas à base de acefato ou de Bacilus thuringiensis.
Os ministros também renovaram a cota de 40 mil toneladas anuais para importações de adiponitrila, matéria prima usada na fabricação de náilon. Nesse caso, a alíquota cai de 12% para 2%. Foi prorrogada até 30 de abril a vigência da cota de 10,5 mil toneladas para importação de fibra de juta, com redução de 8% para zero na alíquota. Não foram tomadas ontem, na Camex, decisões sobre a redução da tarifa de importação de etanol e sobre o fim do direito antidumping (2,1%) aplicado sobre o glifosato (herbicida) fabricado na China.





















