China retoma voracidade na importação de commodities. Mercados de soja, milho, óleos e algodão ganham destaque.
Demanda chinesa cresce

As importações de algodão pela China alcançaram em janeiro seu mais alto volume mensal desde dezembro de 2007, refletindo a voracidade de Pequim nos mercados agrícolas, ao mesmo tempo em que o comércio global continua fragilizado.
A importância da China é cada vez maior nos mercado de soja, milho, óleos e algodão, constata o banco britânico Barclays Capital. O exemplo maior é a retomada forte de suas importações de algodão, visto como um fator para a retomada da demanda global do produto.
Em 2009, as importações chinesas de algodão caíram 28%, com a industria têxtil sofrendo com a recessão global que derrubou a demanda dos produtos baratos de Pequim. Mas em janeiro a importação cresceu 286% em relação ao mesmo mês do ano passado, alcançando 301 mil toneladas.
Leia também no Agrimídia:
- •Carne suína registra menor preço desde abril de 2024 e ganha competitividade frente a frango e boi
- •Parceria público-privada garante investimentos e modernização da estação quarentenária de suínos até 2030
- •Casos de influenza aviária na Argentina e no Uruguai ampliam alerta sanitário no Brasil
- •Luz na incubação influencia comportamento e bem-estar de pintinhos, aponta estudo
As importações chinesas de soja alcançaram 4,1 milhoes de toneladas em janeiro, abaixo do recorde de 4,8 milhoes de toneladas de dezembro. As importações de trigo também continuaram altas, mesmo sendo apenas a metade das compras de dezembro.
Por sua vez, a China elevou as exportações de milho, mas a expectativa é de que essa tendência pareça insustentável, na medida em que a demanda doméstica exigirá inclusive mais importações.





















