O conflito comercial entre a China e a Argentina, envolvendo o óleo de soja de Buenos Aires, pode atingir o Brasil, diz fonte.
Óleo com restrições
O conflito comercial entre a China e a Argentina envolvendo o óleo de soja de Buenos Aires pode atingir o Brasil. Segundo informações de uma alta fonte do governo argentino, as restrições sanitárias que o governo de Hu Jintao adotou para as importações de óleo de soja podem não ser discriminatórias e atingem também o produto de origem brasileira “Pelas normas da Organização Mundial de Comércio [OMC], a medida atinge todos os países dos quais a China importa o produto”, explicou a fonte.
Na quinta-feira passada, os chineses bloquearam a entrada do óleo de soja da Argentina, argumentando que o produto não obedece ao padrão de qualidade. A fonte disse que “com o solvente usado pela indústria, o óleo deixa de ser cru e passa a ser refinado, com maior valor agregado”.
A aplicação da norma seria manobra para comprar o produto mais barato. Alegando descumprimento técnico, a iniciativa do governo chinês poderia significar um prejuízo de US$ 2 bilhões à Argentina, de quem compra 76% do óleo. O Brasil atende em torno de 20% da demanda.
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