Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,96 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,06 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,56 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,42 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.348,29 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,43 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
Destaque Todas Páginas
Cenário

Custo de produção de bovino cresce e frango ganha espaço

Exigências ambientais e padrões sanitários mais rígidos vão elevar os custos da produção de carne bovina, principalmente, e desacelerar a expansão dessa proteína nos próximos dez anos. Ao mesmo tempo, crescerá a preferência do consumidor por frango em detrimento de outras carnes.

Compartilhar essa notícia

A projeção é da Agência de Agricultura e Alimentação da Organização das Nações Unidas (FAO) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em relatório sobre as perspectivas agrícolas para os próximos dez anos, ao qual o Valor teve acesso e que será divulgado hoje. O documento confirma a predominância do Brasil na produção das mais diversas commodities.
Recentemente, a FAO causou controvérsias ao apontar a pecuária como responsável por 18% das emissões totais de gases de efeito estufa (considerando todos os segmentos), mais do que o setor automotivo, e sugerindo dietas vegetarianas.

Agora, o novo relatório calcula que a pecuária é responsável por 80% de todas as emissões do setor agrícola em decorrência de desmatamento, uso de combustíveis em queimadas, fermentação intestinal e gestão de esterco.

A FAO e a OCDE calculam que as emissões devem aumentar substancialmente no futuro, já que a alta da renda deve elevar o consumo de carnes, lácteos e outros produtos de maior valor agregado.

Projetam maior alta nas emissões agrícolas na América Latina, Ásia e África. O custo das emissões da pecuária pode resultar em mudanças na produção, consumo e comércio do setor, diz o relatório, favorecendo a demanda por carne associada a um menor volume de emissões, como frango.

O consumo mundial de carnes continuará a ter uma das maiores taxas de crescimento entre os produtos agrícolas. Virtualmente toda a alta da demanda virá de países em desenvolvimento, sobretudo para carne de frango que poderá crescer 2,8% ao ano, e carne suína, com 2,3%. Já a demanda por carne bovina deve aumentar 2%.

“Parece haver uma preferência universal por frango em comparação com outras carnes”, diz o estudo. Mesmo nos países da OCDE, onde o crescimento per capita do consumo de carnes é marginal, o frango cresce em detrimento de outros produtos. “Essa tendência deve continuar nessa década ao redor do mundo”.

Em termos de produção, a de carne bovina só aumentará 1,9% na próxima década – ante 2,1% até agora – , por causa de maior custo e disponibilidade de recursos naturais. Países emergentes serão responsáveis por 89% da produção adicional, com domínio do Brasil e China – o primeiro com maior ganho de produtividade do trabalho e o segundo com mais ganho de produtividade da terra.

Quanto ao comércio, as exportações podem aumentar 22% em comparação ao período 2007-09. A projeção aponta o Brasil como responsável por 63% das vendas de toda a carne exportada a partir de países não membros da OCDE, e por um terço da exportação total.

Os Estados Unidos perderão sua liderança nas importações de carne até 2019 para a Europa. Os europeus vão importar 2,9 milhões de toneladas por ano, os EUA, 2,2 milhões e o Japão, 2,1 milhões de toneladas. Japão, México e Coreia continuarão sendo importadores líquidos. A Rússia, até recentemente o maior importador líquido de carnes, pode reduzir suas compras em até 1 milhão de toneladas, se conseguir o objetivo de elevar a produção doméstica.

A expectativa é de que os mercados de carnes vão se recuperar rapidamente nos primeiros anos da projeção 2010-2019. Nos últimos dois anos, os preços não acompanharam o desenvolvimento “excepcional” das outras commodities.

Em termos de preços, a projeção é de alta nominal para carnes bovina e suína de 22% até 2019, enquanto o preço do frango subiria 34% e o da carne de cordeiro, até 68%.

A FAO e OCDE preveem também um ritmo mais acelerado na consolidação e globalização da produção. Exemplo é a união entre Perdigão e Sadia, que criou a BRF Brasil Foods, uma das maiores do setor de carnes no mundo em valor de mercado. A exigência de crescente economia de escala, no rastro da crise econômica, deve abrir “oportunidades globais” de consolidação no setor.

Assuntos Relacionados
Aviculturacarne de frangoFAO
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343