Preço ao suinocultor paranaense tem valorização de 24,5%. Cotação do milho favorece a atividade suinícola do Estado.
Suíno valorizado

Para o produtor, a veterinária do Deral, Ana Paula Brenner Busch, aponta que o período também foi positivo sob dois aspectos. Primeiro porque os preços pagos pela carne suína paranaense valorizam 24,5%. O preço pago ao produtor passou de US$ 1,88 para US$ 2,35 o quilo, em média. Depois porque o custo de produção tem sido favorável, já que o milho – principal fonte de alimento para a criação de suínos – vive momento de forte oferta e com preços baixos.
Apesar disso, Ana Paula ressalta que a retomada de preços ainda está tímida já que a oferta de suínos está equilibrada com a demanda. Mesmo no momento de crise do ano passado, por exemplo, quando além da crise financeira o setor enfrentou a epidemia da gripe H1N1, popularmente conhecida como gripe suína, a qual afetou diretamente o consumo da carne, houve concentração e aumento de produção em algumas granjas do Estado.
Para Carlos Francisco Gesdorf, presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), o aumento de preços para o produtor não foi tão significativo, contudo o momento aponta a melhora do setor. “”A gente comemora, mas ainda é uma melhora incipiente em termos de valores””, frisa Gesdorf. A expectativa é aguardar a mudança do consumo, que sempre aumenta no período de inverno. “”Por enquanto ainda não sentimos essa melhora””, lamenta o presidente da APS, que credita o fato à queda nos preços da carne das aves e de boi. Há 30 dias, segundo ele, o preço pago ao produtor no mercado interno está estagnado, a média tem ficado entre R$ 2,10 2 R$ 2,15.
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Na opinião dele, essa retomada do mercado de exportação pode ser alavancada se o Paraná conseguir o status de área livre de febre aftosa sem vacinação. “”Isso, sim, vai alterar significativamente o mercado””, considera. Segundo Gesdorf, a APS tem trabalhado junto à Seab na tentativa de conquistar esse status.





















