Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Transgênicos

Seguro para transgênico

Brasil rechaça proposta de seguro para OGMs. Medida de compensação financeira será discutida em outubro, no Japão.

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Seguro para transgênico

O governo brasileiro vai rechaçar a proposta de compensação financeira para o eventual dano causado por organismos vivos modificados (OGM), que será apresentada nas discussões internacionais sobre biodiversidade em Nagoya, Japão, em outubro. Na mesa está a aprovação de um seguro para países exportadores de transgênicos, o que elevaria os custos desse tipo de comércio.

De acordo com o Itamaraty, trata-se de uma barreira não-tarifária de commodities agrícolas. “Esse item preocupa muito o Brasil. Vai ser uma discussão complicada”, afirmou ao Valor o chefe da divisão de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, Paulino Franco Carvalho.

O nó da discussão é o Artigo 10 do protocolo suplementar que será debatido durante a 5ª Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança (MOP5). Criado em 2003, o protocolo conta com 160 países signatários e tem como principal objetivo regular a movimentação transfronteiriça de organismos vivos modificados – transgênicos que possam transferir ou replicar seu material genético e afetar a diversidade biológica.

O artigo torna mandatório aos signatários exigir dos “operadores” (exportadores, importadores, transportadores e desenvolvedores da tecnologia) a adoção de garantias financeiras para cobrir possíveis danos causados por esses organismos à biodiversidade. O item é defendido por países africanos e Malásia. Brasil, América Latina e Japão são contrários. A União Europeia preferiu a “discrição”, segundo negociadores.

“O artigo faz com que o Brasil fique numa posição pior que a de outros exportadores de commodities, já que EUA, Argentina, Austrália e Canadá não ratificaram o protocolo para não se comprometer”, diz Carvalho.

Embora seja impossível calcular o impacto econômico – não existem seguros para transgênicos -, a medida vai onerar não só operadores mas outros setores. “O impacto no preço de alimentos, energia e do próprio desenvolvimento de novas tecnologias pode ser imenso, o que impõe ponderar se a proposta de seguros respeita a Organização Mundial de Comércio”, diz Rodrigo Lima, gerente-geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone) e autor de um estudo sobre a questão.

Em vez de um seguro compulsório, o Brasil vai propor em Nagoya uma menção à realização de estudos técnicos que mostrem o impacto econômico que ele traria ao comércio e a sua real eficácia. “Até que ponto o seguro seria útil em termos ambientais?”, questiona o Itamaraty, que tentará, dessa forma, empurrar o debate para a próxima reunião, em 2012.

O sucesso do protocolo suplementar, porém, é de interesse do governo federal. Ao contrários das discussões sobre mudanças climáticas, onde a culpa pelos problemas ambientais é depositada pelos países emergentes nos países ricos, a biodiversidade é um tema de interesse do Brasil. O país possui quase um quarto da biodiversidade do planeta.

“Se dizem que os alimentos transgênicos são seguros, o setor precisa assumir isso. Se há uma contaminação de lavouras convencionais, quem sai perdendo somos nós”, diz Ricardo Tatesuzi de Sousa, diretor-executivo da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange).

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