Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Fertilizantes

Fosfatados em SC

Após assumir IFC, Vale estuda futuro de projeto de fosfato em Santa Catarina e analisa com calma o Projeto Anitápolis.

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A mudança no controle acionário da Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC), no município de Anitápolis, na Grande Florianópolis, deve manter o projeto parado por mais um tempo. O empreendimento, que teve a licença ambiental suspensa por força de liminar em setembro de 2009, recebeu pela quinta vez negativa de recurso do Tribunal Regional Federal da 4ª Região no começo do mês. A Vale, nova controladora da IFC, informou que ainda está conhecendo com mais profundidade o Projeto Anitápolis e não revelou se pretende entrar com um novo recurso.

A IFC, que era formada por uma joint venture entre Bunge e Yara, foi negociada com a Vale em transação que deu origem ao braço de fertilizantes da companhia.

“A Vale está conhecendo com mais profundidade o Projeto Anitápolis, considerando que a aquisição deste ativo é algo muito recente. A empresa está fazendo uma análise detalhada de todos os aspectos legais e econômicos do empreendimento, já que existe um embargo à licença prévia obtida, na época, pelo antigo controlador”, informou a empresa, por meio de sua assessoria de imprensa.

O projeto de R$ 550 milhões foi planejado para uma área de 1,8 mil hectares. Inicialmente, o empreendimento previa a exploração de 360 hectares da área. Segundo informações do processo, a suspensão da licença gera custos de US$ 1 milhão por mês à empresa.

Segundo Eduardo Lima, advogado da ONG Montanha Viva, que move a ação, ainda não houve alteração na titularidade do processo. Bunge e Yara ainda são citados como parte. Além da entidade, cinco prefeituras da região se tornaram signatárias da ação. Na segunda-feira, a prefeitura de Tubarão aderiu ao grupo.

Para o advogado, uma das principais falhas no licenciamento ambiental foi o fato de a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Fatma), e não o Ibama, ter conduzido o processo. Conforme Lima, como havia supressão de vegetação da Mata Atlântica, segundo o Decreto 6660/08, o Ibama teria de dar anuência ao processo. Para o advogado, o projeto de mineração em uma área com presença de tungstênio, urânio e molibdênio no solo, também exigiriam que o projeto tivesse aval do Conselho Nacional de Energia Nuclear, além do Ibama.

A Defensoria Pública da União também ingressou com processo por possíveis danos à saúde pública. Há a preocupação que a exploração de rocha fosfática gere aumento de doenças respiratórias na região. O processo segue em paralelo à ação da ONG Montanha Viva na Justiça Federal. No processo, a entidade questiona também a gestão de recursos hídricos. A área escolhida para a jazida abriga 50 nascentes, segundo Lima.

Em relação aos possíveis impactos ambientais gerados pela atividade, a Vale comunicou que preza pela responsabilidade. “A Vale considera importantes todos os ativos que compõem seu portfólio no segmento de fertilizantes. Em todas as regiões onde está presente, no Brasil e em outros países, a empresa tem por política atuar com consciência e responsabilidade socioeconômica e ambiental, em um relacionamento transparente e ético com a sociedade”, informou a assessoria de imprensa da mineradora.

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