Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Economia

Países emergentes vão importar inflação

Mesmo com novas medidas para controlar a entrada de capital e minimizar o impacto no crédito interno, afrouxamento monetário dos Estados Unidos impactará emergentes.

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Mesmo com novas medidas para controlar a entrada de capital e minimizar o impacto no crédito interno, os países emergentes mais dinâmicos vão importar inflação com o afrouxamento monetário dos Estados Unidos, avaliam analistas. Para eles, os Estados Unidos adotaram a máxima de ‘a política é minha, o problema é seu’, deixando pouca margem de manobra para os emergentes.

Com taxas de juros extremamente baixas e crescimento econômico anêmico nos países desenvolvidos, a injeção pelo Federal Reserve de US$ 600 bilhões de liquidez adicional, por doses de US$ 75 bilhões por mês, inevitavelmente ‘vazará’ para os ‘bons frutos’, incluindo ativos dos emergentes e moedas selecionadas de desenvolvidos ligadas a commodities, diz Philip Poole, do HSBC, em Londres. “Isso vai criar dificuldades para autoridades dos emergentes tentarem evitar a formação de bolhas e alta na volatilidade dos mercados financeiros”, acrescenta Maria-Laura Lanzeni, do Deutsche Bank.

Essa situação vai fomentar mais risco de inflação nos emergentes e restará aos bancos centrais endurecer a política monetária. O problema, diz Poole, é que aumentar juros quando o Fed e outros bancos centrais de países desenvolvidos mantém taxas extremamente baixas apenas aumenta o diferencial nos juros e a atração por ‘carry trade’ nessas moedas.

Isso e o alto custo da esterilização é a razão pela qual vários emergentes estão fazendo um ‘mix’ de controle de capital e mais requerimento de compulsório no sistema bancário, para frear o fluxo de capital e minimizar o crescimento da base monetária que se traduz em mais criação de moeda via extensão do crédito.

“Acho que vamos ver as duas medidas, num esforço para repelir o afrouxamento monetário nos desenvolvidos”, diz Poole. “Apesar disso, maior inflação nos emergentes ainda é o resultado mais provável.”

Thomas Mayer, economista-chefe do Deutsche Bank, acha que ‘no médio e longo prazo’ o afrouxamento monetário nos EUA provocará mais inflação primeiro nos emergentes, e depois nos países industrializados.

Para Tony Volpon, do Nomura Securities, a evidência é que nem é pelo efeito liquidez, mas sim pela crença que vai funcionar, o afrouxamento monetário nos EUA está tendo um efeito positivo em todos os mercados. “O governo brasileiro tem que parar de tratar isso como um jogo ‘soma-zero’, uma ‘guerra’ e perceber que a eventual recuperação dos EUA é importante para a economia mundial’, diz ele.

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