Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
Destaque Todas Páginas
Economia

Rodada de Doha “morta”

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, vê poucas chances de sucesso em Doha e culpa os Estados Unidos.

Compartilhar essa notícia

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, praticamente decretou ontem a morte da Rodada Doha, a negociação para liberalização do comércio mundial, e apontou os Estados Unidos como os culpados. Doha foi lançada há dez anos, está no impasse há dois e a Organização Mundial do Comércio (OMC) espera que o G-20 dê um novo “impulso político” para sua conclusão no ano que vem, antes de reformas das políticas agrícolas nos EUA e na União Europeia.

Mantega acha, porém, que a negociação, na qual mais o governo Lula apostou para abrir mercados para as exportações brasileiras, “não tem grandes chances” de terminar. Sua convicção foi formada quando ouviu o presidente americano Barack Obama falar sobre a negociação na cúpula do G-20 em Toronto, em junho.

Na ocasião, Mantega, representando Lula, defendeu a última chance de fechar Doha, nas condições que os países já tinham negociado, e avisou que o Brasil não aceitava a introdução de novas exigências de abertura de mercado. Obama retrucou que os EUA não tinham condições de aceitar o acordo agrícola, industrial e de serviços pela insuficiência de acesso aos mercados para os produtores americanos. “Ou muda ou onde está não dá”, teria afirmado Obama, buscando acesso adicional nos emergentes mais dinâmicos, como Brasil, China e Índia.

O Valor apurou ontem que os EUA estão exigindo agora também que, como parte de Doha, o Brasil aceite participar do Acordo de Tecnologia da Informação (ITA, sigla em inglês), pela qual os países-membros se comprometem a eliminar as tarifas de importação de 180 produtos, como semicondutores, computadores e equipamentos de telecomunicações.

As atenções da cena comercial estão concentradas em Seul para o que dirá Obama desta vez. Mas a política americana é de multiplicar as exportações em cinco anos para criar mais empregos e recuperar a economia. Para isso, precisa insistir em demandas que os emergentes julgam inaceitáveis.

Seja o que sair de Doha no G-20, amanhã, parece já sem credibilidade. Mantega colocou mais um prego no caixão da negociação. Só falta a coragem política dos países fazerem o enterro formal.

Assuntos Relacionados
BrasilEUA
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343