Preços do animal vivo e no atacado caem em 2011. Entretanto, produtor está recebendo 19% mais pelo seu produto, ante 2010.
Suíno em baixa

As cotações do suíno vivo no mercado físico e da carcaça especial no atacado registram queda neste início de 2011, devido ao baixo volume de negócios e ao arrefecimento da demanda passadas as festas de fim de ano. Segundo levantamento da consultoria AgraFNP, no interior paulista o suíno vivo foi negociado a R$ 3,15 o quilo, queda de mais de 5% na comparação com a semana anterior. Já em Minas Gerais, os negócios giram em torno dos R$ 3,20 o quilo.
“O fraco desempenho das vendas externas influenciou diretamente os polos exportadores: as regiões Sul e Centro-Oeste”, explicou o analista da AgraFNP, Aedson Pereira da Silva.
Em Santa Catarina, por exemplo, o suíno vivo integrado tem cotação de R$ 2,45 o quilo, queda de 4% ante a semana anterior, enquanto o terminado na granja caiu 10%, a R$ 2,80 o quilo. Em Mato Grosso, o animal vivo estava a R$ 2,35 o quilo; e a R$ 3 o quilo em Goiás, queda de 6% nesses Estados.
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Porém, mesmo com a pressão sobre os preços do suíno vivo, a remuneração dos suinocultores supera a do mesmo período do ano passado. Conforme cálculos da Scot Consultoria, o produtor está recebendo, atualmente, 19% mais pelo seu produto, ante 2010.
Já a carcaça suína, cujos preços se mantinham estáveis desde a segunda semana de dezembro, recuou 2%, para R$ 5,20 o quilo. Participantes aguardam novas quedas para o suíno negociado tanto no físico quanto no atacado no curto prazo, ou até uma estabilidade nos preços, ainda por conta da redução de vendas da carne, típica de janeiro.





















