Crise no Oriente Médio e no norte da África e incertezas sobre a demanda mundial por grãos derrubam cotações dos insumos.
Grãos têm forte queda

Movimentos financeiros relacionados à crise no Oriente Médio e no norte da África e incertezas sobre o comportamento da demanda global nos próximos meses derrubaram ontem as cotações internacionais de algumas das principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no exterior.
Dos principais grãos referenciados na bolsa de Chicago, a queda mais expressiva foi a do trigo, ainda que soja e milho também tenham registrado as maiores desvalorizações permitidas em uma única sessão. Os contratos do cereal com vencimento em maio – que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez – recuaram 7,9% e fecharam a US$ 7,9575 por bushel (27,2 quilos).
No mercado de soja, os futuros de segunda posição (maio) perderam 5,07% do valor e encerraram o pregão negociados a US$ 13,11 por bushel (27,2 quilos). No caso do milho, o tombo da segunda posição (maio) foi de 4,17%, para US$ 6,9025 por bushel (25,2 quilos).
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Apesar do tamanho das respectivas erosões, as três commodities, bases importantes para a produção mundial de alimentos e rações, continuam em patamares bastante elevados e, por isso, no alvo das preocupações inflacionárias mundiais. Nos últimos 12 meses, apontam cálculos do Valor Data, o milho acumula alta de 80,34%, o trigo de 54,44% e a soja de 35,29%.
Em Nova York, o destaque foi o limite de baixa da segunda posição do algodão (equivalente a 3,59%), que nos últimos 12 meses ainda aparece com alta de 135,8%.





















