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Economia

Crédito ao consumo cresce em emergente

Demanda na Ásia e na América Latina avançou no trimestre, mas funding se deteriorou, diz IIF.

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A demanda por crédito ao consumo foi a categoria que mais aumentou nos mercados emergentes no primeiro trimestre, principalmente na Ásia e América Latina. É o que mostra o “Global Emerging Market Bank Lending Conditions Index”, do Instituto Internacional de Finanças (IIF). A pesquisa, feita junto a 45 grandes bancos dos emergentes, constata que a demanda por crédito em geral nesses mercados continuou a superar a demanda nas três maiores economias – Estados Unidos, Europa e Japão -, mas as condições de oferta se deterioraram, especialmente o “funding” local na América Latina e na Ásia.

O índice do IIF ficou em 54,9 no primeiro trimestre, em queda comparado a 58,9 no trimestre anterior, levando em conta cinco diferentes tópicos: padrões de crédito, demanda por empréstimos, condições de “funding”, trade finance e calotes (“nonperforming loans”).

Os padrões de crédito nos emergentes continuaram sem mudanças entre janeiro e março, mas com diferenças regionais significativas. Bancos na Ásia endureceram as exigências sobretudo para financiamento ao setor imobiliário. Já na Europa, os bancos flexibilizaram os padrões para todos tipos de créditos.

Por sua vez, bancos na América Latina, de forma geral, enrijeceram as exigências de crédito para as empresas, mas flexibilizaram para financiamentos de consumo e hipotecas, mantendo uma tendência observada em 2010, segundo o IIF.

A demanda por créditos cresceu em todas as regiões – Ásia, América Latina, Africa e Oriente Médio e Europa em transição. Cerca de 50% dos bancos disseram que houve aumento na demanda para as quatro categorias de crédito (para empresas, imobiliário comercial, residencial e para consumo). A exceção foi a Ásia para o setor imobiliário residencial.

Bancos responderam que a busca por crédito de consumo se expandiu mais, incluindo 88% dos bancos na Ásia e 71% na América Latina. A demanda por esse tipo de financiamento nos emergentes continuou sendo especialmente mais alta que nas grandes economias.

Já as condições de “funding” local foram afetadas no primeiro trimestre em duas regiões: 57% dos bancos da América Latina e 80% dos asiáticos apontaram mais dificuldades. Para o IIF, como os bancos dos mercados emergentes têm muita liquidez, essa percepção de aperto no “funding” reflete mais o aperto na política monetária. O IIF nota que as condições em geral de “funding” internacional não mudaram.

Quanto aos calotes, 71% dos bancos na América Latina e 80% na Ásia disseram que diminuíram. A África foi a única região que disse esperar mais calotes nos próximos três meses. Também o financiamento ao comércio internacional continua favorável, com 45% dos bancos respondendo que a demanda e a oferta melhoraram.

A oferta de crédito nos EUA e Japão também melhorou, mas continua fraca na Europa.

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