Notícia da morte de Osama Bin Laden tem pouco efeito nos mercados mundiais. Analista já previam que a morte teria efeito de curto prazo.
Morte de Bin Laden e comércio

As ações mundiais apresentaram sessões com valorização moderada, impulsionadas pela notícia da morte de Osama Bin Laden, o anúncio de fusões nos Estados Unidos e dados econômicos encorajadores, que ajudaram a manter o momento positivo dos mercados. Os negócios, no entanto, mostraram volatilidade, após a alta inicial do dólar ter perdido força e os preços do petróleo se recuperado rapidamente da onda inicial de vendas. O volume de negócios foi baixo, pelos feriados no Reino Unido e em vários centros asiáticos.
A maioria dos analistas avaliou que a morte do líder da Al-Qaeda teria apenas efeito de curto prazo. “Além da reação de euforia inicial com os ativos de risco, não suporíamos que a morte de Bin Laden tenha qualquer impacto de longo prazo no mercado financeiro”, disse Sacha Tihanyi, estrategista cambial sênior da Scotia Capital.
Outros, contudo, destacaram o efeito que a morte terá no panorama político e fiscal dos EUA. “No longo prazo, isso melhorou as chances de Obama ser reeleito”, sugeriu Philip Marey, do Rabobank. Para Marey, diminuiu a probabilidade de os planos republicanos para redução de déficit no orçamento se tornarem realidade.
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“A luta orçamentária entre os que querem preservar o Estado de bem-estar social dos EUA e estão dispostos a elevar impostos [democratas] e os que querem alterar radicalmente o Estado de bem-estar social e reduzir impostos [republicanos] deverá continuar por anos.” Nos mercados cambiais, a alta inicial do dólar mostrou ter vida curta, com os diferenciais de juros entre EUA e outros países retomando a influência sobre o mercado.
Os novos dados da produção industrial dos EUA pouco fizeram para alterar as percepções de mercado de que o Federal Reserve (Fed, banco central do país) manterá sua política monetária acomodatícia por mais algum tempo.
O índice de atividade industrial do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) caiu de 61,2 para 60,4 pontos, entre março e abril. “O informe indica certa desaceleração no crescimento industrial nacional em abril em relação aos picos de fevereiro e março”, afirmou Nicholas Tenev, economista do Barclays Capital.
“A expansão no setor, no entanto, continua em ritmo saudável e a resiliência do índice de emprego é um sinal particularmente encorajador do crescimento das folhas de pagamento da indústria.” O índice equivalente da região do euro, contudo, serviu para aumentar as expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) prosseguirá com seu ciclo de aperto monetário. “Ao mostrar continuidade na solidez da atividade industrial da região do euro e pressão de alta dos preços, a pesquisa com os gerentes de compra reforça a crença de que o BCE acionará o gatilho das taxas de juros mais cedo do que tarde”, disse Howard Archer, da IHS Global Insight.
As commodities passaram por uma sessão extremamente volátil, à medida que os investidores digeriam os eventos do dia. O petróleo bruto do tipo Brent chegou a cair a US$ 121,67 por barril, mais de US$ 4 abaixo do fechamento de sexta-feira, antes de reduzir as perdas e passar a ser negociado em baixa de US$ 0,57, a US$ 125,32. O barril de WTI, referencial do petróleo bruto dos EUA, subiu ao maior nível desde 2008, mas depois recuou.
O ouro chegou ao recorde de US$ 1.575 por onça-troy, nas negociações na Ásia, mas passou a recuar mesmo antes da notícia da morte de Bin Laden. Na metade da sessão em Nova York, o metal recuperou parte das perdas e era negociado a US$ 1.564.
As ações americanas oscilaram apesar de uma série de notícias sobre fusões que foram inicialmente bem-recebidas. Em Nova York, por volta do meio-dia, o índice S&P 500 subia 0,2%, para o maior patamar desde 2008. O índice pan-europeu FTSE Eurofirst 300 fechou com ligeira alta, enquanto o Nikkei 225, em Tóquio, avançou 1,6% e encerrou a segunda-feira com sua maior pontuação desde o terremoto de março.
Os bônus do governo dos EUA reverteram a queda inicial, com o rendimento dos títulos do Tesouro de dez anos caindo 2 pontos-base, para 3,27%.





















