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Dilema russo

Carne vira moeda de chantagem comercial da Rússia. Barreiras abrem déficit de US$ 2 bilhões/ano nas exportações de carnes suínas e de aves.

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Dilema russo

Quando tudo parece que está bem no comércio internacional brasileiro, aí aparecem pendengas. De longe ou aqui ao lado, no caso, a Argentina. Todos querem vender, poucos almejam comprar. Agora chegou a vez de a Rússia inventar barreiras fitossanitárias para bloquear o produto nacional, nos abrindo um déficit de US$ 2 bilhões/ano nas exportações de carnes suínas e de aves, além de um pequeno percentual do produto bovino. O Serviço Federal de Inspeção Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) suspenderá temporariamente a importação de produtos de criação animal do Brasil a partir de 15 de junho. As restrições vão atingir os estados de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, totalizando 85 frigoríficos. Na chegada à Rússia de produtos de outros estados brasileiros, o serviço federal russo afirma que será exigido aumento do controle laboratorial para a segurança veterinária e sanitária dos produtos fornecidos.

A Europa está vendo países irem de mal a pior, como a Grécia, a Irlanda e Portugal, estando na fila a Espanha. Os argentinos têm uma carne muito boa e, não fossem os atritos entre a presidente Cristina Kirchner e os fazendeiros, talvez o Brasil amargasse mais perdas. Mas a Rússia usou barreiras fitossanitárias de maneira ardilosa contra as carnes suínas e de frango, pois o Brasil exporta para países europeus e nosso controle tem sido motivo até de imitação. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, terá reunião nesta segunda-feira com os presidentes de todas as empresas exportadoras de carne e suas associações. Os outros países só não tomam mais vendas do País porque não conseguem ter volume suficiente para isso. Além disso, por conta do dólar fraco, o mercado interno passa a ser mais rentável para as indústrias. Com menos oferta para o exterior, o preço médio das carnes em geral subiu, o que, em última instância, pode limitar o consumo em países com menor poder de compra.

A Rússia, que compra os cortes mais baratos, chegou a representar 33% das exportações brasileiras. Hoje, esse percentual caiu para 25% e cairá mais, com a longa lista de empresas proibidas de exportar para lá. Em alguns casos e momentos, ter uma moeda fraca é bom, como está acontecendo com a Argentina, mesmo que isso traga mais inflação e desorganize as finanças internas. Para o Brasil, que passou anos e anos em meio a uma instabilidade econômico-financeira, os juros altos atraem investimentos externos. Bom seria o dólar valer R$ 2,00, patamar considerado ideal para as exportações. É mesmo difícil governar um País de tantas disparidades. E isso que entre 16 a 18 de maio, uma missão brasileira foi à Rússia, chefiada pelo vice-presidente Michel Temer. Na ocasião, com relação às restrições a frigoríficos nacionais, o serviço veterinário russo requisitou mais informações do nosso governo. O Ministério da Agricultura disse que faria novas auditorias em todas as indústrias de carnes bovina, suína e de aves habilitadas a exportar para os russos. Depois dessas inspeções, o governo brasileiro encaminharia uma avaliação global sobre os frigoríficos, que seria discutida em uma nova rodada de trabalho. Mas tudo acabou. Por enquanto. Temos que reagir.

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