Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 64,76 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,53 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,25 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,63 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,27 / kg
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Suíno - Estadual PRR$ 4,63 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 162,48 / cx
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.360,73 / t
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Agronegócio

Pesquisa premiada

Estudo da Esalq /USP avalia transferência de renda do agronegócio brasileiro para outros setores da economia nacional.

O agronegócio brasileiro, nos últimos 15 anos, aumentou sua produção e cresceu mais do que o PIB do País, permitindo que se expandissem o consumo interno e a exportação de seus produtos. Analisando esse contexto, uma pesquisa desenvolvida no programa de Pós-graduação em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP), observou o papel do agronegócio no processo de transferência de renda para os demais setores da economia doméstica e também para o mercado externo.

De autoria de Adriana Ferreira Silva e orientação do professor Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES), o estudo intitulado “Transferências Interna e Externa de Renda do Agronegócio Brasileiro” apontou que a redução da concentração de renda e da pobreza no Brasil também teve suas raízes no agronegócio. “Ao assumir posição estratégica para o controle da inflação e geração de divisas no comércio exterior, esse setor teve participação relevante nesta trajetória”, explica Adriana. 

Segundo a pesquisadora, devido à queda de preços dos produtos agropecuários, a sociedade absorveu, entre os anos de 1995 à 2009, uma renda – R$ 837 bilhões – do agronegócio, principalmente do setor pecuarista e dos segmento primário e industrial da agricultura. “Essa queda de preços se dá devido ao aumento da produção, gerado pela aquisição de novas tecnologias. Isso significa que a renda perdida pelo agronegócio não afetou sua sustentação. Além disso, o fato da produção apresentar crescimento nesse cenário é um indicador de que as quedas de preço não representaram perda total da rentabilidade das novas tecnologias”, afirma. 

Adriana expõe ainda outro motivo para a queda dos preços no País: o avanço da tecnologia e o aumento da produção em escala internacional. “Aliados ao protecionismo dos países mais desenvolvidos, eles geraram uma baixa dos preços em grandes proporções. Ou seja, o desempenho do Brasil não se deu de forma isolada, ele apenas ajustou seus custos ao movimento dos demais países”, explica. O trabalho conclui que a redução dos preços reais dos produtos agropecuários foi fator primordial na capacidade do poder aquisitivo dos consumidores, em especial, para as famílias de baixa renda – nas quais grande parcela da renda é despendida em alimentos. Por outro lado, há que se garantir que os preços pagos aos produtores remunerem seus esforços, para que desestímulos à produção de alimentos não surjam, o que, em períodos futuros, possa refletir em redução da oferta e consequente elevação dos preços.

Pesquisa premiada

Durante o 49º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER), realizado na última semana de julho, na Faculdade de Ciências Econômicas (FACE), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte (MG), a pesquisa de Adriana Ferreira Silva ganhou o Prêmio Edson Potsch Magalhães  de melhor tese em economia rural.

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