Pecuária brasileira sofre com os altos custos da alimentação, enquanto o preço dos frangos e suínos segue pouco valorizado.
Ração muito cara

Com a alta nos preços das commodities agrícolas no mercado internacional, o custo de produção da pecuária brasileira registrou altas consideráveis nesse primeiro semestre do ano. De julho do ano passado até o mesmo mês deste ano, a ração de frango aumentou 34%, e dos suínos 27%. Para os bovinos o cenário não é tão assustador, já que a alimentação não subiu tanto quanto os preços de venda dos ruminantes. O uso de arroz e sorgo na alimentação dos animais pode ser uma saída momentânea para minimizar os custos de produção.
Com a estimativa de que a demanda por ração animal cresça 5% esse ano, passando de 63 milhões de toneladas no ano passado, para 64 milhões de toneladas esse ano, o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), prevê um ano difícil para os pecuaristas do País.
Segundo o vice-presidente da entidade, Ariovaldo Zani, com a valorização das carnes no ano passado, puxadas pela alta dos bovinos, os criadores brasileiros, principalmente de gado de corte tiveram a chance de se capitalizar, já que os preços do milho e do farelo de soja estavam mais baratos que hoje. “No ano passado o produtor de boi teve a obrigação de se capitalizar, porque a arroba atingiu uma valorização histórica e estratosférica, em boa parte do ano principalmente no primeiro semestre foi muito positivo para a produção pecuária, porque o custo dos principais ingredientes para alimentação estava mais barato”, contou Zani ao DCI.
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