Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Economia

Preços de 21 commodities exportadas pelo Brasil têm queda

A retração de preços entre setembro e fevereiro também alcança minério de ferro, soja em grão e café.

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Preços de 21 commodities exportadas pelo Brasil têm queda

Nos últimos seis meses, o preço de exportação de 21 das principais commodities (agrícolas e industriais) exportadas pelo Brasil recuou, segundo o Ministério do Desenvolvimento, que considera a relação entre tonelada de produto vendido e valor de venda. A retração de preços entre setembro e fevereiro também alcança minério de ferro, soja em grão e café – três dos cinco itens da pauta de exportação que geraram mais divisas ao país no ano passado

Para analistas, a desaceleração do crescimento mundial prevista para este ano, o alto patamar dos preços que vigoraram até metade de 2011 e o aumento da área de plantio das commodities agrícolas vão fazer com que os principais produtos de exportação do Brasil rendam menos em 2012 do que no ano passado.

O minério de ferro, item mais vendido em 2011 (US$ 44,2 bilhões), foi comercializado a US$ 135 a tonelada em setembro. Em fevereiro, o preço estava em US$ 96, queda de 29% no período. A soja em grão também teve desvalorização: passou de US$ 521 para US$ 456 a tonelada. O café acompanhou a tendência e ficou 8,3% mais barato, sendo vendido por US$ 267 a tonelada.

Para o diretor da trading InterAgrícola e vice-presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Marco Antonio Aluisio, está havendo reacomodação de preços no mercado internacional de commodities, aliada ao cenário da economia. “O maior consumidor é a China, que já afirmou que vai crescer 7,5% neste ano ante 9,2% do ano passado. Além disso, há a recessão na União Europeia e o baixo crescimento dos EUA. Não podemos esperar mudanças nesse quadro, então os preços devem cair um pouco mais até o fim do ano”, afirma. As duas únicas commodities que registraram alta de preços nos últimos seis meses foram o petróleo cru (4,8%) e o suco de laranja (40,7%).

Além de concordar com o cenário descrito por Aluisio, o sócio-diretor da RC Consultores Fabio Silveira credita a tendência de recuo nos preços das commodities neste ano a um fator de mercado: com os preços atrativos do ano passado, mais área foi destinada ao plantio, aumentando a oferta para uma demanda agora menor. Apesar da oscilação, o patamar dos preços não deve cair muito.

“Os preços vão ficar em um nível menor, mas ainda bastante satisfatório”, afirma Silveira. O economista, no entanto, prevê que a desaceleração da economia mundial vai afetar a balança comercial neste ano. “O saldo, que foi de US$ 30 bilhões no ano passado, vai ser de US$ 20 bilhões neste ano. As exportações, que ficaram em US$ 256 bilhões, devem cair para US$ 240 bilhões.”

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