Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Porteiras abertas para o Agrobrasileiro – por José Annes Marinho

Por José Annes Marinho é Engenheiro Agrônomo, Gerente de Educação da Associação Nacional de Defesa Vegetal – Andef.

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Porteiras abertas para o Agrobrasileiro – por José Annes Marinho

Quando poderíamos pensar que há 42 anos, nos longínquos anos 70, nem se pensava em dizer que poderíamos produzir no Mato Grosso, na região Centro-Oeste, por exemplo. No passado tínhamos incentivo do governo para desmatar, hoje temos programas de redução de emissão de carbono e preservação de reservas legais (estes ainda por vir) onde o plantio direto auxilia na redução de emissões de carbono na atmosfera.

Como poderíamos imaginar que no passado, se gastava 5.000 litros de água para produzir 1 quilo de arroz e hoje se gasta no máximo 1.000 litros de água? Será que ainda podemos ser questionados que o Brasil não tem tecnologia? Ou será que devemos melhorar nossa comunicação e ficarmos mais próximos das cidades? Essa é uma pergunta feita todos os dias por amigos em reuniões e conversas. Será que não teríamos uma resposta para este antagonismo entre campo e cidades?

Pois lhes digo: o marketing agro precisa melhorar muito, sua comunicação com nossos agrocidadãos. Investimentos são necessários, a dicotomia entre fábrica ou produtor com cliente ou urbanóide definitivamente precisa acabar. Mas o que esta dicotomia gera para agricultura? Desconfiança do cidadão dos grandes centros, que os produtos do campo não têm qualidade, que o produtor rural somente reclama da falta de recurso, a famosa “choradeira”.

Acredito fielmente que podemos dar um salto em conhecimento e marketing para aproximar fornecedor e cliente: esse é nosso desafio. As porteiras para o Brasil estão abertas. Em 2011 as exportações brasileiras alcançaram US$ 94,6 bilhões, se não existíssemos, o Brasil teria um déficit de pelo menos US$ 50 bilhões em sua balança comercial. O fato é notório, o agro ajuda, e muito a carregar o país, tanto do ponto de vista econômico, como do ponto de vista de preservação ambiental.

Temos erros? Claro, é evidente. Estamos em busca de melhorias? Sempre, nossos agricultores nunca desistem, são heróis. Mas não podemos perder as oportunidades, exportamos para mais de 190 países e podemos crescer ainda mais. No entanto, nem tudo é festa, temos problemas crônicos como logística, governança, falta de atenção do governo para agro, um ministério que foi forte e hoje passa por dificuldades.

O produtor precisa de recursos, mas ao mesmo tempo precisa de tecnologia de ponta. Não podemos ficar para trás de nossos concorrentes, a burocracia é inimiga dos países em desenvolvimento. Enfim, as porteiras ainda estão abertas, para não dizer escancaradas. Que nós saibamos aproveitá-las com muita sabedoria. Novos desafios virão para fechá-las, necessitamos ser vorazes e audaciosos, pois o melhor ainda está por vir.

Por José Annes Marinho é Engenheiro Agrônomo, Gerente de Educação da Associação Nacional de Defesa Vegetal – Andef

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