Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,53 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 159,94 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 8,36 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,33 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.553,71 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.454,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 161,54 / cx
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Exportação

Mercado russo busca no Paraná oferta de carne complementar

Suíno e bovinocultura descartam expansão imediata das vendas ao país euro-asiático, mas avicultura planeja atender demanda excedente.

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Mercado russo busca no Paraná oferta de carne complementar

O anúncio da suspensão do embargo da Rússia às carnes suína, bovina e de aves do Paraná, na semana passada, não deve interferir, em curto prazo, na realidade dos três setores. Segundo os representantes e produtores das três áreas, questões técnicas inviabilizam o restabelecimento imediato das exportações. No médio prazo, apenas o setor de aves projeta na Rússia um cliente forte.

No primeiro semestre do ano passado – o embar­­go começou em junho – os negócios do estado com a Rússia somaram US$ 54 milhões, de acordo com o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Paraná (Sindi­­carne). O valor é considerado baixo no estado.

“A Rússia caminha para ser autossuficiente na produção de aves, o que deve ocorrer no prazo de cinco anos. Até lá, o país pode ser um bom cliente para o Paraná”, disse Domingos Martins, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar).

Segundo o executivo, o estado está preparado para atender todas as questões sanitárias russas. “Na época do embargo, não havia motivos relacionados à avicultura. Mas a decisão foi fechar tudo.”

No caso da carne suína, a principal barreira tem nome: ractopamina, promotor do crescimento utilizado nos 28 dias finais da engorda, comum nos criadouros do Paraná. Sua eliminação aumentaria os custos num momento que o setor enfrenta preços recordes na compra de insumos. Para atender a essa exigência russa, seriam necessários ainda investimentos de milhões de reais na construção de fábricas de ração livres do promotor de crescimento.

O problema no setor bovino passa pela falta de frigoríficos habilitados a exportar no estado. A última planta que tinha habilitação – pertencente ao JBS Friboi e instalada em Maringá (Noroeste) – fechou as portas em setembro de 2010 e transferiu atividades para Mato Grosso do Sul.

“O Paraná não tem rebanho de qualidade e quantidade para atender o mercado externo. A abertura [do mercado russo] é inócua para o setor bovino”, lamenta Péricles Salazar, presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados (Sin­­di­­carne).

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