Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 64,62 / kg
Soja - Indicador PRR$ 133,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 140,86 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,55 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,23 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,84 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,86 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,95 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,00 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 135,26 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 136,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 145,63 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 150,31 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 128,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 140,54 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.393,52 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.315,29 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 146,98 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 136,06 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 140,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 152,89 / cx
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Novo momento, realidade justa! – por Wolmir de Souza

Quem trabalha ou acompanha a realidade econômica da suinocultura nos últimos 20 ou 30 anos tem vibrado ou lamentado com os distintos e dinâmicos momentos desta atividade.

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Novo momento, realidade justa! – por Wolmir de Souza

Quem trabalha ou acompanha a realidade econômica da suinocultura nos últimos 20 ou 30 anos tem vibrado ou lamentado com os distintos e dinâmicos momentos desta atividade. Atividade que tanto representa economicamente, socialmente e que muitas vezes tem se transformado na grande paixão ou frustração do agronegócio. 

Sendo bastante realista, como produtor, sei que muitas vezes nossa boa lucratividade no suíno se dava à custa de quem plantava insumos, principalmente milho; com raras exceções.  Não é à toa que a suinocultura e muitos suinocultores se mudaram para a região Centro-Oeste do Brasil. Não vamos se ingênuos. Por maior que seja a paixão pela atividade suinícola, mas não foi este motivo que transferiu grande parte da produção de suínos do grande pólo produtor (sul do Brasil) para esta região. O grande gargalo era e é o transporte, o milho na época era extremamente barato, o que, como a produção é em grande escala fez com que se inviabilizasse o nosso modelo de pequena propriedade produtora de grãos.

Hoje, depois de muito tempo, equilibram se os papéis: produtor de grãos sendo bem rentabilizado e o produtor de suínos conseguindo pagar os custos – embora elevados e tendo margem de lucro, não esquecendo é claro do déficit dos últimos anos – mas vive se um bom “momento”.                                           

Aí surgem algumas dúvidas e interrogações: até onde o consumidor brasileiro consegue absorver estes valores? Em um cenário de assistencialismo, alimento de graça para muita gente, pessoas pagam por isso.

À custa desta reação de preços, aproveitando o embalo vem o aumento do combustível e derivado, fundamental para a produção e transportes dos mesmos. Não duvidando da competência e potencial dos criadores e criatórios das regiões até então produtoras de grãos, com estas altas, a grande dificuldade, qualificação e dedicação necessária para a produção de suínos como assegurar a continuidade da atividade nestas regiões? 

Os três estados do Sul conhecidos como regiões coronéis na produção de suínos, que tinham como principal gargalo a destinação ou tratamento dos dejetos e que hoje com as tecnologias existentes deixaram de ser problema, temos aqui o maior complexo agroindustrial do País com grandes e pequenas indústrias, vários e competentes níveis de produtor, história, vocação e tradição na produção de suínos e com uma pequena desvantagem no custo do alimento se coloca novamente como grande alternativa em produzir proteínas de origem animal, levando em consideração o descaso do governo na construção da ferrovia norte/sul. 

Wolmir de Souza, presidente do Instituto Nacional da Carne Suína (Incs)

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  • Suíno Carcaça - Regional
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