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Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,37 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
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Exportação

Suinocultura quer retomar vendas à Ucrânia este ano

Responsável por 23,85% do volume das exportações anuais do produto brasileiro, ou 138,6 mil toneladas, o mercado ucraniano suspendeu temporariamente a compra da carne suína brasileira em março deste ano, alegando problemas sanitários.

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Suinocultura quer retomar vendas à Ucrânia este ano

A retomada das vendas à Ucrânia é a prioridade da suinocultura brasileira neste primeiro semestre com vistas a restabelecer o equilíbrio de participação do mercado consumidor interno e externo da carne suína, afirmou o novo presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Rui Vargas, ao DCI. Responsável por 23,85% do volume das exportações anuais do produto brasileiro, ou 138,6 mil toneladas, o mercado ucraniano suspendeu temporariamente a compra da carne suína brasileira em março deste ano, alegando problemas sanitários.

Segundo Vargas, a Ucrânia exige que a suinocultura em todo o País melhore os planos de controle de alguns micro-organismos e de alguns tipos de matéria-prima e aditivos à alimentação dos animais. Ele acredita que a retomada das exportações ao país depende principalmente de as empresas garantirem os controles exigidos e de o governo garantir o aval sanitário das carnes, e menos da implementação de novas medidas na produção nacional. Há previsão de vir ao Brasil uma missão da Ucrânia depois de 10 de abril para discutir o embargo.

O presidente da Abipecs afirmou que há mercados mais exigentes do que a Ucrânia, como os Estados Unidos, que mantêm as importações da carne suína brasileira. Segundo Vargas, muitos países utilizam a questão sanitária para proteger a produção nacional de suínos. “Os países usam muito isso quando têm interesse em reduzir volume (de importação), como medida para frear o ímpeto de exportação de alguns países”, observou. “Nosso objetivo é retomar essas exportações o mais rápido possível para evitar consequências para o produtor e para as empresas”, colocou Vargas, que teme que uma prorrogação do embargo para depois de abril prejudique o mercado produtor. Atualmente, as vendas ao exterior são de 30% do comércio de suínos brasileiros. Segundo o presidente da Abipecs, o potencial de crescimento dessa proporção é marginal, considerando-se que a produção de suínos no Brasil aumenta em média 9% ao ano.

Ele explicou que a manutenção do nível de exportação da carne suína tem como objetivo valorizar o animal e evitar que um eventual direcionamento da oferta apenas ao mercado interno force os preços das carnes para baixo, o que diminuiria o lucro do produtor, já reduzido pelo aumento do custo de produção. Vargas ressaltou que o mercado ucraniano é importante para garantir seu objetivo de manter estável a proporção da exportação dentre as vendas do setor.

Outro desafio para os exportadores é a Rússia, que vem diminuindo sua participação nas exportações brasileiras. Depois do embargo à produção do Rio Grande do Sul e do Paraná, que durou um ano e cinco meses, a carne brasileira enfrenta agora a concorrência com as carnes da União Europeia – principalmente da Dinamarca -, dos Estados Unidos e do Canadá, além de uma produção nacional russa ainda nascente, afirmou Vargas.

Já os Estados Unidos devem aumentar o consumo de carne suína brasileira, embora já sejam um mercado exportador do produto. Segundo Vargas, o objetivo da venda da carne ao mercado norte-americano é criar um “currículo” para os suinocultores brasileiros que permita aumentar a exportação para outros mercados, como os asiáticos e os da América Central. “Vamos trabalhar bastante para alavancar esses outros mercados”, assegurou.

Consumo interno

Para equilibrar a participação dos mercados interno e externo, ele afirma que pretende continuar com as políticas da gestão passada da associação para estimular o crescimento do consumo interno da carne no Brasil, que já passou de 8 quilogramas por habitante ao ano em 2000 para 14 quilogramas por habitante ao ano em 2012. “Por mais que se diga que já chegamos ao limite [de consumo per capita], a gente acredita que pode aumentar o nível de consumo atual”, assinala.

Vargas aposta em manter a estratégia da gestão passada da Abipecs, liderada por Pedro de Camargo Neto, de promoção comercial da carne no mercado interno e de incentivo à melhora da qualidade do animal, mas também atribui o aumento do consumo interno a aspectos econômicos e sociais brasileiros.

Apesar das expectativas de aumento de consumo tanto fora como dentro do País, Vargas ressalta que é preciso garantir a estabilidade da proporção entre os dois mercados para depois pensar em expandir a produção de suínos. “Empresas de maior potencial de produção agem com muito cuidado porque têm que solidificar o mercado externo”, assegurou.

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