Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,45 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,17 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,81 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,18 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,42 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 156,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.339,61 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.227,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,10 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx
Economia

Energia elétrica pesa no bolso do setor avícola

Tarifa até 1.000% mais cara no horário das 18h às 21h chega a representar um quarto da conta de luz das indústrias avícolas.

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Energia elétrica pesa no bolso do setor avícola

A queda de até 32% no valor da tarifa de energia elétrica concedida pelo governo federal para a indústria, agricultura, comércio e setor de serviços, a partir deste ano, acabou gerando uma certa economia para a avicultura, porém a conta de luz continua sendo o segundo maior custo das indústrias avícolas, atrás apenas dos insumos.

O horário de pico do consumo, das 18h às 21h, é o que mais onera o avicultor, já que nesse período a energia elétrica pode chegar a custar 11 vezes mais do que no horário normal.

A indústria Guibon, no Norte do Paraná, por exemplo, realiza o abate em dois turnos, mas precisa manter o congelamento e resfriamento das aves o dia inteiro. Somente no dia 1° de março, a empresa gastou cerca de R$ 20 mil com energia elétrica, desse total quase R$ 5 mil foram gastos durante as 18h às 21h. Isso significa que nessas três horas, a indústria pagou um quarto do que consome durante o dia todo. “Com a nova tarifa já economizamos 15% com a conta da luz, mas a redução poderia ser ainda maior. Se o benefício chegasse a 50% já seria de grande ajuda”, comenta o diretor financeiro da Guibon, Rodrigo Guimarães. Hoje a indústria emprega mais de 1.250 pessoas, mas segundo ele, o dinheiro economizado poderia ser investido na geração de renda, como novos empregos.

Reivindicação

O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, afirma que a redução da tarifa é uma reivindicação antiga do segmento. Em 2007, representantes do setor avícola realizaram reuniões com o governador do Paraná, Beto Richa, e com o presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Lindolfo Zimmer, para apresentar as preocupações dos avicultores com o preço do serviço prestado.

A reivindicação do Sindiavipar é que a Copel volte a fornecer energia para as indústrias avícolas a um preço acessível no horário das 18h às 21h. Segundo ele, o benefício de pagar pela energia elétrica o mesmo preço da energia a diesel já havia sido concedido em 2003 e é de vital importância para a estabilidade do setor que ele volte a ser praticado nesse momento pós-crise da avicultura, para a retomada da competitividade. A atividade é o segundo item mais representativo das exportações do Paraná e é responsável pela geração de 660 mil empregos diretos e indiretos em todo o estado. Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, a inclusão dos avicultores no programa de fornecimento de energia elétrica barata no período noturno poderia dar um novo embalo aos produtores.

“Nossa atividade é diferenciada, não podemos reduzir o consumo nos horários de pico porque trabalhamos com animais vivos. Temos que manter o ambiente climatizado o tempo todo. Além disso, os refrigeradores e congeladores têm que funcionar 24 horas por dia”, explica Martins. Ele ressalta ainda que o uso de energia elétrica produzida por geradores a óleo diesel é bem mais barata e ainda é utilizada em alguns casos, porém é uma preocupação constante para o setor já que existe a questão ambiental por ser uma energia poluente, que libera gás carbônico na atmosfera.

Apesar das reivindicações, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) afirmou, em nota, que já pratica em todas as classes de consumo descontos entre 18% e 32%, decorrentes da revisão tarifária extraordinária  implementada pelo governo federal e vigente desde 25 de janeiro e que para garantir o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão do serviço público de distribuição de energia  elétrica,  a  Copel  não  prevê a aplicação em curto prazo de outros descontos lineares a todas as classes de consumo,  conforme facultado pela Resolução 414 da Aneel (art. 140, parágrafo 4º).

Ainda segundo a concessionária, os consumidores com fornecimento em alta tensão devem procurar por uma agência de atendimento para se informar sobre a contratação de fornecimento na modalidade tarifária mais conveniente ao seu perfil de consumo, ou seja, segundo sua forma e períodos de utilização  de energia.

Retomada

A avicultura do Paraná vinha crescendo a ritmo chinês, com crescimento médio de 14,15% nos últimos 5 anos, e seguia embalada por recordes de produção e exportação no primeiro semestre de 2012. Entretanto, como consequência da disparada dos preços da soja e do milho, causada pela quebra da safra de milho norte-americana, foi abrigada a desacelerar a partir de julho do ano passado.

Mesmo assim, os números do início do ano mostram que a avicultura paranaense continua seguindo a tendência de recuperação do setor e a retomada dos índices atingidos em 2012. No acumulado do primeiro bimestre, o faturamento com as exportações alcançou US$ 310,45 milhões, um crescimento de 4% na comparação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e fevereiro de 2013, o valor médio da tonelada de frango exportado também teve valorização, passando de US$ 1.853,00 para US$ 1.977,00 a tonelada.

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