Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Economia

País passou de importador a celeiro do mundo

O gatilho das transformações das últimas duas décadas ajuda a explicar não só o que ocorreu na agricultura, mas também o que não ocorreu na indústria.

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País passou de importador a celeiro do mundo

O Brasil era importador de alimentos até os anos 70. Hoje é um dos celeiros do mundo. O gatilho das transformações das últimas duas décadas ajuda a explicar não só o que ocorreu na agricultura, mas também o que não ocorreu na indústria.

“Até 1990, o Brasil era um país comercialmente isolado do mundo e com políticas paternalistas para a agricultura”, recorda Roberto Rodrigues. “O Plano Collor deu o primeiro golpe”, diz ele, com o descasamento entre índices, que pôs fim aos juros negativos para o crédito agrícola; a abertura comercial e o fim dos órgãos que controlavam a produção e o comércio, como os institutos do Açúcar e do Álcool (IAC) e Brasileiro do Café (IBC).

“Toda a produção e exportação dos produtos da cana de açúcar eram reguladas pelo IAC”, recorda Pedro Camargo. “Havia cotas para cada produtor, que precisava de autorização para ampliar sua usina – um sistema cubano.” Só era permitida a exportação do açúcar do Nordeste. Collor extinguiu o IAC e São Paulo tornou-se o maior exportador de açúcar do mundo.

Na pecuária, por causa de doenças, o Brasil não exportava carne bovina, e vendia pequena quantidade de aves, lembra o empresário. “Quando um setor atende apenas o mercado interno, seu crescimento está condicionado ao aumento da população ou do poder aquisitivo.”

“O Plano Real deu o golpe final”, continua Rodrigues. “Os preços agrícolas caíram 20% e as dívidas, corrigidas pela TR, duplicaram de um ano para o outro. Quem tinha crédito rural quebrou. Além disso, mais da metade da renda rural vinha do overnight (os juros pagos pelos bancos, na esteira da superinflação).” Hoje, os produtores estão capitalizados: 40% da safra tem financiamento próprio.

“A liberalização comercial diminuiu os impostos sobre fertilizantes importados”, diz Camargo. “E os choques de liberalização provocam investimento em tecnologia.” Os planos Collor e Real fizeram uma “tríplice colisão”, resume Rodrigues: comércio, inflação e políticas públicas.

Mais adiante, em 1996, a Lei Kandir retirou o ICMS sobre produtos agrícolas exportados, os únicos que pagavam esse imposto. “O setor não precisou de ajuda”, constata Camargo. “Foi só o Brasil deixar de ser antiagrícola.”

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