Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Economia

Brasil deve fechar o ano como líder em abertura de investigações antidumping

Entre janeiro e o começo de outubro, o país já totalizou 39 novas investigações e pode chegar a 45 até o fim do ano, o segundo maior número de investigações em um ano no Brasil.

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Brasil deve fechar o ano como líder em abertura de investigações antidumping

O Brasil deve fechar o ano como o campeão mundial na abertura de investigações antidumping para frear importações com preços supostamente desleais, a se julgar pelo ritmo das ações em Brasília.

A delegação brasileira notificou ontem a Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre novas investigações de antidumping adotadas no primeiro semestre, que chegam a 17, mas os dados já estão defasados. Entre janeiro e o começo de outubro, o país já totalizou 39 novas investigações e pode chegar a 45 até o fim do ano, o segundo maior número de investigações em um ano no Brasil. O recorde foi no ano passado, com 65.

O número de sobretaxas efetivamente aplicadas, resultado de investigações concluídas também será recorde: são 25 atualmente e podem chegar a 30 no fim de dezembro. No total, o Brasil tem 96 medidas antidumping em vigor.

Nos últimos dois anos, o Brasil liderou o uso de medidas de defesa comercial entre os países do G -20, que reúne as maiores economias desenvolvidas e emergentes. Foi sempre seguido por Índia e Argentina.

Felipe Hees, diretor do Departamento de Defesa Comercial (Decom), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, explica que a situação do Brasil reflete a onda de petições feitas pela indústria e m 2011, período de câmbio bastante valorizado. No ano seguinte, houve o recorde de abertura de investigações (65), e este ano o recorde de aplicações de sobretaxas (cerca de 30). “Houve uma sequência dessas petições, mas a tendência é de estabilização na média histórica”, afirmou Hees.

Parceiros acompanham agora a aplicação do decreto presidencial, que entrou em vigor este mês, para reduzir o prazo médio das investigações para eventual adoção de sobretaxas, de 15 para 10 meses.

O que o Brasil faz é aplicar mecanismos previstos nas regras internacionais, o que não impede que o país seja criticado. Este ano, o Brasil foi apontado como o mais protecionista no G-20 pelo Índice de Abertura de Mercados, da Câmara de Comércio Internacional (CCI), em Paris. Pior que o Brasil entre os 75 países, apenas Quênia, Paquistão, Venezuela, Uganda, Argélia, Bangladesh, Sudão e Etiópia.

Isso aconteceu mesmo quando a balança comercial brasileira registrou este ano o maior déficit de sua história. Agora, o presidente da Câmara de Comércio Internacional (CCI), Jean Guy Carrier, acredita que globalmente, em todo caso, a tendência deve ser de menos antidumping, na medida em que a economia está se recuperando.

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