Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Economia

Empresas de energia não incorporam a gestão de riscos em seus processos, aponta estudo

As empresas de energia e recursos naturais (ERN) podem estar despreparadas para enfrentar o conjunto de riscos cada vez mais presente no mercado.

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Empresas de energia não incorporam a gestão de riscos em seus processos, aponta estudo

As empresas de energia e recursos naturais (ERN) podem estar despreparadas para enfrentar o conjunto de riscos cada vez mais presente no mercado, de acordo com o relatório intitulado “Sem burocracia: transformando a gestão de risco nas empresas de energia e recursos naturais” (do original, em inglês, No paper chase: transforming risk management at energy and natural resources companies). O levantamento foi feito pela KPMG em parceria com a Economist Intelligence Unit, com mais de 1.100 entrevistados de todo o mundo das áreas de risco, compliance, administração geral e financeira.

“Os dados da pesquisa mostram claramente que as empresas de ERN precisam, em caráter de urgência, voltar a focar os pontos fundamentais e repensar o que elas esperam alcançar por meio de seus programas de risco caso pretendam acompanhar a rápida transformação do ambiente em que operam hoje. A gestão desses riscos não está progredindo na mesma velocidade em que as ameaças enfrentadas pelas empresas, e estas, por sua vez, correm o risco de ficar abaixo das expectativas em áreas importantes”, afirma o sócio da KPMG no Brasil, Martiniano Lopes.

A pesquisa apontou que as empresas de ERN já estão começando a ficar para trás. Menos de dois terços dos respondentes disseram que “geralmente” ou “constantemente” incorporam a gestão de risco em suas decisões de planejamento estratégico; somente 14% deles afirmaram que possuíam uma declaração de risco formal; quase metade admitiu não estar realizando anualmente uma avaliação de risco; e mais de um terço disse que sua área de gestão de risco se baseia em uma autoavaliação realizada pelas unidades de negócio, e não por uma área de risco centralizada.

“As empresas de petróleo e gás sempre investiram em atividades de gestão de risco para abordar as ameaças específicas à área, tais como riscos de exploração, de produção e financeiros. O desafio consiste em como integrar todas essas iniciativas a uma estrutura comum para ter certeza de que o conselho de administração e a alta administração sejam informados sobre os principais riscos e os planos de mitigação, visando reforçar a tomada de decisão”, afirma Lopes.

Instabilidade política é o maior desafio

De acordo com o relatório, mais de dois terços (69%) das empresas de ERN que responderam à pesquisa veem a instabilidade geopolítica como a maior ameaça ao setor. O segundo item mais citado (53%) foi a pressão regulatória. A incerteza regulatória é particularmente desfavorável para aquelas empresas de ERN que estão aventurando-se em novos países ou em regiões instáveis.

Um dos maiores obstáculos pela desaceleração das áreas e dos recursos de gestão de risco dentro do setor de ERN se reduz à falta do consenso entre o conselho de administração e os executivos em relação aos objetivos de seu programa e ao retorno sobre seus investimentos. De acordo com os dados, quase um quarto das empresas do setor não possui nenhum recurso para mensurar o retorno sobre o seu investimento em gestão de risco.

“O cerne do problema é que até mesmo as grandes empresas abordam e avaliam riscos de maneira muito simples. A maneira pela qual elas abordam e avaliam os riscos não é conectada às finanças e às metas operacionais da realidade do grupo”, finaliza.

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