No ano findo de 2013, as exportações brasileiras somaram 242 bilhões de dólares, respondendo os produtos agropecuários por quase a metade deste total.
Sem os sucessos do agronegócio, o país estaria “quebrado”- Por Eduardo Allgayer Osorio

No ano findo de 2013, as exportações brasileiras somaram 242 bilhões de dólares, respondendo os produtos agropecuários por quase a metade deste total. Tendo o agronegócio exportado produtos no valor de 100 bilhões de dólares, para uma importação de 17 bilhões, proporcionou um saldo de 83 bilhões que compensou o déficit produzido pelos demais setores da economia brasileira, ou seja, sem o esforço do campo, nossas contas externas teriam fechado enormemente deficitárias. Assim, afora garantir comida na mesa do brasileiro, o agronegócio contribuiu decisivamente para o equilíbrio da balança comercial, sem o que o país estivesse “quebrado” internacionalmente.
Cabe destacar que os recordes conquistados no campo decorrem de ganhos havidos na produtividade. Segundo o IBGE, em 2013 a produção nacional de grãos superou a safra anterior em 16%, tendo a área colhida crescido apenas 8%. Na última década a colheita brasileira de grãos duplicou, das 83 milhões de toneladas produzidas em 2001 para as atuais 188 milhões de toneladas, tendo a área cultivada aumentado apenas 33%. Visto no passado como atrasado, o agronegócio brasileiro evoluiu em produtividade a ponto de ser hoje considerado um sucesso mundial.
Para auferir resultados tão auspiciosos, afora padecer com a natural incerteza climática e sofrer com os riscos inerentes à atividade agrícola, o produtor rural enfrenta diuturnamente um clima de constante apreensão e insegurança pela reiterada ameaça de invasão de suas terras, acuado por ONGs manipuladas por interesses escusos de países que sofrem por ter de competir com a eficiência do agronegócio brasileiro, criando falácias sobre questões ambientais e outras, sem considerar que o homem do campo é justamente o maior interessado na sustentabilidade do patrimônio natural, já que dele colhe a subsistência própria.
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Mas, em que pesem tantos empecilhos, o produtor rural não esmorece. Faz a sua parte, competindo em nível mundial e vencendo o jogo. Garante a segurança alimentar da população brasileira e ainda produz excedentes exportáveis que sustentam a balança comercial externa, ganhando reconhecimento e respeito, inclusive dos que vivem nas cidades. Da parte do governo, o produtor rural anseia por medidas efetivas de desobstrução dos obstáculos que penalizam o agronegócio, pela melhoria da infraestrutura logística, com investimentos em estradas, ferrovias, portos, geração de energia e comunicação, além de desoneração das cadeias produtivas e da inadiável reforma da anacrônica legislação trabalhista, assumindo o papel que lhe cabe para superar o já insuportável “custo Brasil”.
*Eduardo Allgayer Osorio é engenheiro agrônomo, professor titular aposentado da UFPel, diretor da Associação Rural de Pelotas





















