Caso mercado elétrico brasileiro crescer na média esperada de 4,5% nos próximos 15 anos a oferta de eletricidade terá que dobrar em relação aos atuais 140 mil megawatts.
Brasil terá que dobrar sistema elétrico nos próximos 15 a 20 anos, diz secretário

O Brasil terá que dobrar seu sistema elétrico nos próximos 15 a 20 anos para atender as necessidades de energia do país, disse o secretário de planejamento e desenvolvimento energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, nesta quinta-feira.
De acordo com uma estimativa apresentada por ele durante o Encontro Nacional dos Agentes do Setor Elétrico (Enase), Ventura explicou que se o mercado elétrico brasileiro crescer na média esperada de 4,5 por cento nos próximos 15 anos a oferta de eletricidade terá que dobrar em relação aos atuais 140 mil megawatts. Se o nível de demanda for mais lento, e o mercado crescer apenas 3,5 por cento, o sistema elétrico nacional terá que dobrar em cerca de 20 anos, afirmou.
O secretário disse que o Brasil precisará apostar em diversas fontes de energia nos próximos anos para poder dobrar o tamanho da oferta e defendeu a expansão da hidroeletricidade no país.
Leia também no Agrimídia:
- •Renegociação de dívidas rurais: MP 1.376/26 atinge R$ 3,6 bilhões
- •Produtores enfrentam burocracia e exigências dos bancos para renegociar dívidas rurais
- •Crédito rural de R$ 65,7 bilhões amplia liquidez, mas efeito sobre margens exige detalhamento
- • Superávit do agro paulista registra US$ 13,83 bilhões de janeiro a agosto de 2026
Segundo ele, o Ministério de Minas e Energia está empenhado para realizar até o final deste ano o leilão da hidrelétria São Luiz do Tapajós, no Pará. “Não trabalhamos com a hipótese de não ser realizado (…) o leilão seria no fim desse ano”, disse ele.
Na avaliação do secretário, Tapajós é fundamental para o aumento da oferta de energia no Brasil e faz parte de um programa de expansão da geração no norte do Brasil que inclui as hidrelétricas Jirau, Santo Antônio e Belo Monte.
“(A usina de Tapajós) É a última fronteira da hidroeletrecidade e precisamos dar continuidade para atender a nossa necessidade na próxima década”, disse ele.
O secretário reforçou ainda a perspectiva de que a usina Belo Monte entrará em operação em 2016 e destacou que a produção da hidrelétrica, que terá potência instalada de cerca de 11 mil megawatts, será fundamental para atender a demanda de energia do país nos próximos três anos.






















