Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,36 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,88 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,97 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,36 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,96 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 162,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,28 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 146,63 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,62 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,62 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.356,88 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.299,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,05 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 154,29 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 159,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 175,60 / cx
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Transporte é o maior entrave à exportação, aponta pesquisa

Os custos com transporte são o principal entrave apontado por exportadores brasileiros, de acordo com pesquisa da CNI com 847 empresários de todo o País.

Transporte é o maior entrave à exportação, aponta pesquisa

Os custos com transporte são o principal entrave apontado por exportadores brasileiros, de acordo com pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) com 847 empresários de todo o país.

Além dos já conhecidos problemas, como condições das estradas, preços de pedágios, filas nos portos e ausência de ferrovias e hidrovias, o empresariado apresentou, como segundo principal entrave, as tarifas cobradas por portos e aeroportos.

A Universal Leaf, com sede em Santa Cruz do Sul, a 153 quilômetros de Porto Alegre, exporta cerca de 90% da sua produção de tabaco beneficiado. Os principais destinos são Europa (43%) e Extremo Oriente (25%), segundo Valmor Thesing, diretor administrativo da empresa.

Aproximadamente R$ 800 mil são gastos por mês para transportar 8.000 toneladas de tabaco em 400 contêineres até o porto do Rio Grande, no sul do litoral gaúcho, em uma viagem de 350 quilômetros que leva sete horas.

No porto –o único de grande porte do Estado–, o exportador paga taxas para inspeção e embarque da carga.

A logística ficou mais cara em 2014, quando uma portaria da Receita Federal determinou que todos os contêineres do porto do Rio Grande fossem escaneados para inspeção. Até então, o processo era feito de modo aleatório e só uma parte -que variava de acordo com o produto-desses carregamentos era aberta pela alfândega.

“No sistema anterior, nós nem contabilizávamos o custo com a inspeção porque acontecia pouquíssimas vezes”, afirma Thesing.

Com a mudança, os exportadores passaram a pagar em média R$ 200 por contêiner escaneado. No caso da Universal Leaf, isso representa custo extra de R$ 76 mil por mês e quase R$ 1 milhão por ano.

“Para um segmento que tinha um custo de R$ 500 mil para exportar por ano, isso passou para R$ 4 milhões. E, nos Estados vizinhos, como Santa Catarina, não existe essa exigência”, diz Carlos Sehn, assessor do Sinditabaco, que reúne indústrias do setor.

Paulo Bertinetti, presidente do Tecon -empresa que administra o terminal de cargas do porto do Rio Grande-, afirma que a mudança é uma modernização que acelera o processo de inspeção, aumenta a segurança e a transparência com os custos.

Ele não revela a receita obtida com as taxas, que fica com o Tecon, e diz que o fato de ser o único terminal é uma “solidão por competência”.

Segundo o diretor da CNI, José Abijaodi, a entidade passou a receber queixas constantes de industriais em razão do custo do novo procedimento de inspeção.

“Se houvesse maior concorrência no setor, o custo baixaria”, diz.

BUROCRACIA

Dos dez principais entraves citados pelos exportadores na pesquisa, seis têm origem na burocracia estatal para liberar as operações no exterior, como o excesso de leis e alterações frequentes de regras e o tempo para autorizar o despacho do produto.

A pesquisa mostra ainda que a maioria (66,8%) dos empresários utiliza pouco ou não usa linhas de financiamento para exportação. E nove em cada dez entrevistados informaram que não usam qualquer instrumento de garantia, como seguro ou pagamento antecipado, para se certificar de que receberá pela venda.

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