Com exportações de US$ 185,244 bilhões e importações de US$ 137,552, o superávit foi de US$ 47,692 bilhões, melhor resultado da história
Balança bate recorde em 2016 com superávit de US$ 47,7 bilhões

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) divulgou nesta segunda-feira o resultado da balança comercial brasileira em 2016. Com exportações de US$ 185,244 bilhões e importações de US$ 137,552, o superávit foi de US$ 47,692 bilhões, melhor resultado da história. O maior saldo comercial registrado anteriormente havia sido em 2006, quando alcançou US$ 46,5 bilhões.
No ano, as exportações apresentaram média diária de US$ 738 milhões, valor que foi 3,5% menor que o registrado em 2015 (US$ 764,5 milhões). No período, houve crescimento de produtos semimanufaturados (5,2%) e manufaturados (1,2%). Enquanto caíram as vendas externas de básicos (-9,6%).
O secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto, explicou a importância das exportações para o resultado desses números. “O superávit é resultado de um desempenho melhor das exportações em comparação com as importações. Apesar de uma queda no valor total das exportações em 3,5%, houve aumento das exportações de produtos industrializados e também das quantidades exportadas pelo Brasil, atingindo um patamar recorde”, afirmou.
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“Em 2016, tivemos volume recorde de exportações em vários produtos importantes como carne de frango, celulose, suco de laranja. Esses volumes recordes ajudaram no desempenho positivo”, disse Abrão Neto.
Com relação à exportação de produtos básicos, os produtos que mais impactaram o desempenho do grupo foram: milho em grão (-26,3%), petróleo em bruto (-14,8%), café em grão (-13,2%), farelo de soja (-11,1%), soja em grão (-8,2%), carne bovina (-7,2%) e algodão em bruto (-6,2%).
Por mercados, decresceram as vendas para os principais destinos. Abrão Neto, no entanto, destacou o desempenho positivo das vendas de produtos manufaturados para mercados como Estados Unidos e União Europeia. Os principais países de destino das exportações, no ano, foram: China (US$ 37,4 bilhões), Estados Unidos (US$ 23,2 bilhões), Argentina (US$ 13,4 bilhões), Países Baixos (US$ 10,3 bilhões) e Alemanha (US$ 4,9 bilhões).
Na avaliação de Abrão, a previsão é que haja crescimento das exportações em 2017. “Olhando para 2017, com expectativa de aumento das exportações e importações, e de novo com superávit, nós teremos um cenário melhor que o registrado no ano passado”, disse.
Do lado das importações, o desempenho foi 20,1% abaixo do verificado em 2015. Entretanto, a Secretaria de Comércio Exterior percebeu que ao longo do ano houve uma queda progressiva na redução dos índices de importação. Avaliando-se a performance por trimestres, observa-se o seguinte: -33,4% no primeiro trimestre, -23,9% no segundo e -13,2% e -6,1% nos trimestres subsequentes.























