Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 64,77 / kg
Soja - Indicador PRR$ 133,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 139,99 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,40 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,20 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,96 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,00 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 134,39 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 136,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 144,50 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 147,83 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 128,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 140,14 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.392,65 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.312,38 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 147,61 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 135,00 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 140,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 152,89 / cx
Destaque Todas Páginas
Comentário

Incoerência no comércio agrícola – por Marcos Sawaya Jank

Brasil não pode defender o livre comércio nas exportações e o protecionismo nas importações do agro

Compartilhar essa notícia
Incoerência no comércio agrícola – por Marcos Sawaya Jank

Com uma safra recorde de 240 milhões de toneladas de grãos e exportações beirando os US$ 100 bilhões, é notável o sucesso do agro brasileiro.

O ministro Blairo Maggi tem liderado incansável batalha para ampliar o acesso dos produtos do agro brasileiro no exterior. Recentemente ele disse que o mercado externo é conquistado “na cotovelada e na botina”.

De fato, não é tarefa fácil. De um lado, países ricos e pobres protegem ferozmente os seus agricultores e agroindústrias com altas tarifas, barreiras não tarifárias e subsídios. Do outro, a oferta excedente de produtos agropecuários no Brasil não foi acompanhada por uma melhoria condizente dos sistemas de transporte, armazenagem e defesa sanitária.

Um dos problemas mais críticos que o ministro enfrenta ao tentar abrir mercados é a mentalidade autárquica de autossuficiência que domina toda a economia brasileira, incluindo o agronegócio.

O grosso do empresariado brasileiro tem a visão equivocada de que exportar é bom, mas importar é ruim. Alguns chegam ao absurdo de defender que a balança comercial deveria ser superavitária em todos os setores da economia, independentemente das suas vantagens comparativas.

Empresas, sindicatos e associações de classe lutam contra qualquer tipo de abertura comercial, buscando com isso preservar o imenso mercado doméstico de que dispõem ou alegando que o “custo Brasil” impede a competição. O resultado é que somos uma das economias mais fechadas do planeta, em termos de importações sobre o PIB.

E o agronegócio não é exceção. Basta observar nosso padrão de comércio no setor. Segundo levantamento do Ministério da Agricultura, a União Europeia lidera o ranking do comércio no agro mundial, exportando US$ 151 bilhões e importando US$ 157 bilhões em 2016. Em segundo lugar vêm os EUA, com exportações de US$ 149 bilhões e importações de US$ 147 bilhões. Em terceiro, a China, que exporta US$ 73 bilhões, importa US$ 111 bilhões e detém o maior déficit comercial do planeta.

Em quarto lugar vem o Brasil, com exportações de US$ 72 bilhões e importações de apenas US$ 11 bilhões. Contamos hoje com o maior superávit comercial do planeta, o que à primeira vista pode ser visto como positivo, mas tem consequências ruins.

Nossas restrições às importações são brutais no agronegócio. Parece inacreditável, mas nos últimos anos o Brasil impediu ou restringiu importações de cacau, café, banana, coco, borracha natural, camarões, laticínios e até carnes para processamento. Em alguns casos, permite-se a entrada de processados, mas não a de matérias-primas para adição de valor no país. Até produtos como o etanol —mercado global o qual lutamos arduamente para abrir com toda sorte de argumentos econômicos e ambientais— correm o risco de terem suas tarifas elevadas.

Para exportar mais, é preciso importar mais, a exemplo do que fizeram todos os países que deram certo, se integrando nas cadeias globais de valor e ganhando competitividade. Além disso, nossos parceiros comerciais sempre exigem reciprocidade para abrir os seus mercados.

O comércio é uma estrada de duas vias. Muitos mercados de alto valor para o Brasil continuam fechados porque o Brasil se recusa a importar pequenos volumes de produtos em setores que não conseguem ver que o mundo é definitivamente maior que o Brasil, ao menos no agronegócio.

Não vou aqui discutir as razões de curto prazo que levam alguns setores a querer proibir importações. Elas sempre existirão. Mas no longo prazo nosso verdadeiro interesse é por maior abertura de mercados. Esse é o único porto seguro para o agronegócio brasileiro no longo prazo.

É triste, mas boa parte das “cotoveladas e botinadas” a que o ministro se refere ocorrem dentro de casa.

Assuntos Relacionados
Aviculturacomentariocomércioexportaçãoimportaçãosuinocultura
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 64,77
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 133,14
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 139,99
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 8,40
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 5,20
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,76
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 4,85
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 4,96
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 5,00
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 134,39
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 136,10
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 144,50
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 147,83
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 128,11
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 140,14
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,32
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,34
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.392,65
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.312,38
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 147,61
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 135,00
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 140,92
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 152,89
    cx

Relacionados

AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343
SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342