‘Em nenhum local do mundo temos um porto de interesse nacional gerido pelo privado. Os cem maiores portos do mundo são públicos’, destaca Anderson Pomini
Presidente da autoridade portuária afirma que privatização do Porto de Santos está descartada

A privatização do Porto de Santos está completamente descartada, ressaltou o novo presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini.
“Em nenhum local do mundo temos um porto de interesse nacional gerido pelo privado. Os cem maiores portos do mundo são públicos. A China, a Europa mantêm a autoridade pública não é por acaso. Os portos exercem atividade essencial de interesse nacional, são áreas de segurança nacional e gestão pública tem o objetivo de calibrar interesses da sociedade com operações portuárias”, afirmou.
“A função é de regular mercado, controlar o entra e sai do país. E tem uma função social”, completou.
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Pomini acrescentou que o Porto de Santos está fazendo novos estudos para a licitação do terminal de contêineres STS10, que poderá ser reduzido. “A previsão inicial era de formado ‘max’, ou seja, a desocupação total da área, com a saída do Ecoporto, para um novo terminal que poderia dobrar nossa capacidade de contêineres. Mas temos empresas instaladas que fizeram investimentos vultosos no local. Temos outras empresas com cerca de mil empregos. Ao mesmo tempo em que porto demanda infraestrutura, há necessidade de manutenção de empregos. Então estamos fazendo um novo estudo para entender qual formato atende as demandas do porto.”
Ele destaca que haveria outros locais do porto para novos terminais de contêineres, como na margem esquerda e áreas como a prainha, hoje ocupada por palafitas. Pomini também afirmou que o contrato com a Ecoporto, da Ecorodovias, deverá ser renovado de forma transitória, por um prazo de seis meses, em um acordo que deverá ser firmado nesta semana.
























