Dólar em Alta e Expectativas de Mercado Ajustadas para essa Quarta-feira

Na última terça-feira, 20 de agosto, o dólar comercial fechou em alta de 1,35%, sendo cotado a R$ 5,484. Esse movimento de valorização refletiu ajustes nas expectativas do mercado em relação ao carry trade, com impactos nas projeções para a Selic no Brasil e as decisões de política monetária nos Estados Unidos.
Anteriormente, o mercado havia antecipado um possível aumento da Selic e um corte de juros nos EUA, o que favoreceria o real. No entanto, declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sugerindo que a Selic poderia subir caso necessário, além de uma melhora no cenário internacional, levaram a uma reavaliação das posições, resultando na realização de parte dos lucros.
A incerteza quanto à próxima decisão do Federal Reserve (Fed) também influenciou a alta do dólar, com os investidores aguardando o discurso de Jerome Powell na sexta-feira, 23 de agosto, em busca de pistas sobre o rumo da política monetária norte-americana.
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Contexto Nacional e Internacional
No cenário doméstico, o foco do mercado financeiro nesta quarta-feira, 21 de agosto, estava nas articulações políticas em Brasília, com destaque para a aprovação da desoneração da folha de pagamentos no Senado. Embora o aumento da alíquota do Imposto de Renda sobre Juros sobre o Capital Próprio (JCP) tenha sido retirado do projeto, o ministro Fernando Haddad considerou a aprovação um avanço e indicou que novas compensações serão discutidas se necessário.
Internacionalmente, a divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Fed e a revisão dos dados do mercado de trabalho nos EUA eram os principais pontos de atenção. Esses dados poderiam moldar o discurso de Powell em Jackson Hole e influenciar os mercados globais.
Articulações Políticas e Reformas
O governo federal, por meio do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, indicou que a regulamentação da reforma tributária continua sendo uma prioridade, sem comprometer-se com a retirada da urgência constitucional no Senado. A expectativa é que o debate avance para a conclusão ainda este ano, com acompanhamento de perto pelo governo.
Perspectivas Econômicas
A sessão foi marcada por um cenário de incerteza e ajustes nas expectativas, tanto no âmbito doméstico quanto internacional. A combinação de fatores econômicos e políticos continuará a moldar os próximos movimentos do mercado, com atenção voltada para os desdobramentos das políticas monetárias e fiscais.





















