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Desoneração de proteína animal na reforma tributária aumenta emissão de gases em 1,7% 

Redução de impostos a partir de 2027 muda cálculo de competitividade, mas amplifica pressão ESG em carnes brasileiras frente a mercados internacionais regulados

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Desoneração de proteína animal na reforma tributária aumenta emissão de gases em 1,7% 

A reforma tributária brasileira reduzirá impostos sobre proteína animal a partir de 2027, desoneração que sinaliza apoio fiscal direto a frigorífico, integradoras e processadoras. Contudo, análise quantificada publicada pela Folha de S.Paulo indica que medida acumulará aumento de 1,7% em emissão de gases de efeito estufa (GEE) na economia brasileira — trade-off que recoloca questão de competitividade ambiental em mercados-chave.

Desoneração integra pacote de medidas da reforma tributária que reposiciona carga impositiva sobre setores estratégicos. Proteína animal terá redução de alíquota de impostos, impactando precificação interna e competitividade em cadeia de exportação. Beneficiários diretos incluem JBS, Marfrig, BRF e integradoras menores, que reduzem custos de operação em contexto onde frango exportado cresceu 28% em volume no início de agosto (ASGAV), sinalizando dinâmica de expansão competitiva com queda de preço paralela.

Quantificação de impacto ambiental da desoneração revela tension entre ganho fiscal e comprometimento com metas climáticas. Aumento de 1,7% em GEE anualizado representa pressão adicional em negociações comerciais com União Europeia, que condiciona acesso de carnes a padrões de carbono e rastreabilidade. Implementação do mecanismo de carbono de fronteira europeu (CBAM), prevista para 2026, pode neutralizar parcela significativa do ganho fiscal da desoneração em competitividade prática — importadores na UE pagariam taxa de carbono sobre produto brasileiro, anulando vantagem de preço.

Timeline de 2027 para entrada em vigência permite ainda revisão de alcance em debates legislativos em andamento. Setores de proteína animal veem na desoneração recuperação de margens, especialmente em contexto de pressão cambial e queda de preços. Contabilidade de emissão, porém, pode gerar custo reputacional em mercados com rigor ambiental (Ásia desenvolvida, UE) e reduzir ganho prático da medida — frigoríficos podem ser forçados a investir em redução de emissão para manter acesso.

Da Redação

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