Com ciclo de produção de aproximadamente 45 dias, cadeia avícola consegue adequar o manejo e comprovar o cumprimento das normas sobre antimicrobianos muito mais rápido do que a bovinocultura
Exportação
Aves podem retornar ao mercado europeu antes da carne bovina
Compartilhar essa notícia

O governo brasileiro trabalha para relistar o país como fornecedor de produtos de origem animal para a União Europeia (UE) ainda neste semestre. Segundo o ministro André de Paula, a avicultura deve retomar os embarques ao bloco antes da pecuária bovina devido ao seu ciclo produtivo significativamente mais curto.
Fatores Determinantes para a Retomada
- Agilidade do ciclo avícola: Como o ciclo de produção das aves é de aproximadamente 45 dias, a cadeia consegue adequar o manejo e comprovar o cumprimento das normas sobre antimicrobianos muito mais rápido do que a bovinocultura.
- Estratégia em duas etapas: A prioridade atual do governo é obter a relistagem institucional do Brasil. Após a autorização geral, o fornecimento de carne bovina, aves, pescados, mel e ovos será reestabelecido gradualmente conforme o alinhamento de cada setor.
- Risco de efeito cascata: O governo alerta que entre 10 e 18 países adotam padrões sanitários espelhados na UE e poderiam replicar as restrições caso o impasse não seja equacionado.
- Ação diplomática unificada: As tratativas envolvem atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Presidência da República.
De acordo com André de Paula, ministro do MAPA, “a carne bovina não dá para reverter no prazo porque o ciclo do boi é muito maior. Mas as pactuações nos permitem que, uma vez que o ciclo das aves é de 45 dias, elas possam estar aptas rapidamente a voltar a ter o status de fornecedoras para a Europa.”
Ele afirmou que “muitas vezes, por trás da questão técnica, existem questões econômicas e políticas. A carne bovina brasileira tem uma competitividade enorme, enquanto na Europa o produto chega a ser muito mais caro. Entendemos que todo país luta para proteger seus produtores, mas defendemos o diálogo, pois os europeus também têm interesse em exportar para o Brasil.”
Contexto da Suspensão
A União Europeia retirou o Brasil da lista de fornecedores autorizados em maio de 2026, devido a novas exigências sobre o uso de medicamentos e antimicrobianos na criação animal. A aplicação efetiva das restrições pelo Comitê Europeu está agendada para entrar em vigor no dia 3 de setembro de 2026.
Fonte: CNN
Assuntos Relacionados
Relacionados
Pesquisa e desenvolvimento
























