Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Evento

Termina o Avisulat

O painel “O Agronegócio e o Meio Ambiente – Avaliação do Impacto Ambiental” encerrou a programação do Avisulat 2010.

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O painel “O Agronegócio e o Meio Ambiente – Avaliação do Impacto Ambiental” encerrou a programação do Avisulat 2010 – II Congresso Sul Brasileiro de Avicultura, Suinocultura e Laticínios, realizado de 17 a 19 de novembro em Bento Gonçalves, na serra gaúcha. As principais questões envolvendo o antigo e o novo Código Florestal Brasileiro foram abordadas. Mediado pelo jornalista Irineu Guarnier, o encontro contou com a presença dos painelistas Aldo Rebelo, deputado federal e relator do Novo Código; Luis Carlos Heinze, deputado federal; e Alexandre Scheiffer, assessor de Política Agrícola e Meio Ambiente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (FETAG).

Rebelo trouxe atualizações sobre o andamento da aprovação do novo Código Florestal Brasileiro – que poderá ser votado até o final deste ano -, acirrando as discussões sobre a situação ilegal na qual se encontra grande parte dos proprietários de terra e produtores rurais brasileiros, de acordo com a Lei Nº 4.771/65.

O deputado fez duras críticas ao sistema atual, que estaria beneficiando produtores estrangeiros. “O Brasil rural sofre com a Legislação de 65 e não consegue sobreviver do que produz. É estarrecedor como tudo nela conduz o proprietário a ficar na ilegalidade. Em nenhuma outra classe se tem 90% de seus trabalhadores irregulares”, frisa.

O painelista explicou que o novo Código visa proteger o pequeno proprietário, não confiscando parte de seu patrimônio ao convertê-la em Reserva Legal. A ideia é que ele possa somar os recursos naturais existentes na extensão de suas terras (como riachos, açudes e sangas) ao seu patrimônio. “Teremos a mais rigorosa legislação do mundo, mas estaremos protegendo nosso agricultor”, argumenta.

Responsável pelo enfoque social do tema, Luis Carlos Heinze enfatizou a inconformidade dos proprietários ao serem obrigados a ceder uma parte significativa de seu patrimônio para a Reserva Legal. “Nenhum outro setor entregaria 20% do patrimônio. Imaginem as indústrias tendo que se desfazer de suas produções. Jamais fariam”. Heize ainda convocou toda sociedade a apoiar a causa. “A voz dos produtores não chega à grande mídia, por isso todos nós devemos nos unir, com o apoio da sociedade, e lutar para que a aprovação saia ainda este ano. Senão, lá se vão mais três anos de espera”, acredita.

O enfoque técnico da palestra ficou a cargo de Alexandre Scheiffer, que propôs uma reflexão sobre a divisão atual da população em 25% rural e 75% urbana. “A rural é minoria e os dados mostram que o produtor precisa produzir alimento para si e para mais quatro pessoas. Cerca de 70% de nossa comida vêm dessa pequena atividade agrícola, ou seja, não podemos permitir que o meio rural acabe se esvaziando em função das restrições”, pondera.

Sobre a Legislação, alertou para o enfraquecimento do setor. “Se pegarmos a letra fria da lei e aplicarmos sobre o nosso agricultor familiar, estima-se que inviabilizaríamos economicamente em torno de 70% a 80% das pequenas propriedades no Rio Grande do Sul”, projeta.

Scheiffer reforçou a questão dos pagamentos de serviços ambientais, afirmando que a população urbana deveria pagar o meio rural pela preservação das águas existentes em seus territórios. “Se ele (proprietário) vai abdicar de um percentual da sua área para a preservação ambiental, nada mais justo que receba sobre aquilo que protege”, finaliza.

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