Cortes de fácil preparo e porções para famílias possibilitam maior consumo da carne suína e dieta mais saudável e nutritiva para a população.
XIV SNDS destaca novos cortes de carne suína
Apesar da carne suína ter sido considerada a mais saborosa pela maioria dos brasileiros em uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), o país tem um dos mais baixos consumos do mundo, apontou o levantamento. “O brasileiro consome em média 14,5 quilos de carne suína por ano enquanto na Europa o consumo chega até 40 quilos per capita ao ano. E são países com alto índice de desenvolvimento humano”, destacou o Presidente da ABCS, Marcelo Lopes.
Incrementar o consumo interno de carne suína é um dos principais desafios da atividade. Por isso, os principais especialistas do setor e representantes de todos os elos da cadeia produtiva, desde os produtores até os frigoríficos, vão debater estratégias para incrementar o consumo de carne suína e a qualidade da carne nas gôndolas dos supermercados durante o XIV Seminário Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (XIV SNDS), organizado pela ABCS e pela Associação Baiana de Suinocultura (ABS), de 3 a 5 de agosto, no Hotel Pestana, em Salvador, na Bahia.
O conceito errado de que a carne suína é rica em gordura e a sua forma de apresentação são fatores apontados pela entidade como os principais motivos do baixo consumo interno. “Muitos consumidores ainda pensam que a carne suína é uma carne gorda, o que não é verdade. Graças aos avanços de genética e nutrição, a carne suína comercializada hoje é uma carne magra, nutritiva e saudável”, disparou Lopes.
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Outra questão que ele ressalta é forma como a carne era vendida. “Até pouco tempo, os cortes mais vendidos eram o pernil e a costelinha, peças vendidas com média de 5kg a 7kg, inviável em uma sociedade com famílias cada vez menores”, explicou. “Por isso hoje é possível encontrar novos cortes de carne suína nos grandes centros, como o filé mignon de carne suína, medalhão suíno, carne suína moída, são cortes fáceis e rápidos de preparar, saudáveis, saborosos e ainda possibilitam um desembolso financeiro menor por ser comercializado em porções pequenas”, afirmou o especialista.
Ele defende que o Brasil tem muito espaço para crescer no mercado interno e que pode ser tão interessante quanto à abertura de novos mercados, uma vez que temos população e renda crescentes, impulsionando a demanda por alimentos mais sofisticados. “Este número é especialmente importante na região nordeste, onde o consumo de carne suína é ainda menor e chega a apenas um terço da média nacional”, disse Lopes, completando que aumentar o consumo de carne suína é positivo para a sociedade. “Significa uma dieta mais nutritiva e mais saudável para a população”.
Serviço:
XIV Seminário Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura
Data: de 3 a 5 de agosto de 2011
Local: Hotel Pestana, Salvador, Bahia
Informações: www.snds2011.com.br
Telefone: (61) 2109-1620




















