Pesquisa da Universidade Campinas aponta ganho de R$20 na produção de transgênicos.
Estudo da Unicamp aponta ganho líquido de R$20 por hectare com soja transgênica
Estudo recente conduzido pelo pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), José Maria da Silveira, aponta uma contribuição média de R$20 de ganho líquido por hectare para as lavouras de soja, proporcionados pela adoção de sementes transgênicas. A pesquisa foi realizada com base em dados de 2006 e 2007, levantados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), comparando lavouras geneticamente modificadas (GM) e convencionais.
Foram 14 os municípios contemplados na pesquisa, que pertencem aos estados de Santa Catarina, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, cujas taxas de adoção da semente transgênica variaram entre 40$ e 90$ no período.
De acordo com Silveira, os resultados apontados pelo estudo são conservadores, uma vez que a adoção da soja GM nas regiões pesquisadores é inferior às de outros importantes estados agrícolas não analisados. “Se considerássemos os municípios do Rio Grande do Sul, por exemplo, onde o uso da tecnologia se aproxima a 100%, esse ganho médio provavelmente seria maior”, explica. “Na nossa amostra, o Mato Grosso puxou a rentabilidade média para baixo, por ter uma taxa de adoção tímida devido ao uso de variedades ainda não tão bem adaptadas”, complementa.
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Apesar de o estudo não contemplar todas as regiões produtoras de soja do País, o pesquisador da Unicamp sugere que, considerada toda a área plantada com o grão GM, a contribuição da tecnologia para a agricultura brasileira tem superado US$ 400 milhões ao ano. “Esses ganhos estão diretamente ligados à redução dos custos de produção, como o menor uso de herbicida, água e diesel, utilizado nas pulverizações”, afirma.
* Com informações da Assessoria de Imprensa
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