Lavouras de milho no Oeste do Paraná enfrentam perdas de até 100%

Lavouras de milho na região de Palotina, no Oeste do Paraná, estão enfrentando perdas de até 100% devido à estiagem prolongada e altas temperaturas, principalmente em março. Edmilson Zabott, presidente do Sindicato Rural de Palotina, informou que algumas áreas experimentaram perdas totais e irreversíveis.
O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná ajustou a estimativa de produção do estado para 14,2 milhões de toneladas, o que é 400 mil toneladas abaixo das previsões anteriores. A produtividade é esperada para diminuir 2% em relação ao ciclo 2022/23, com reduções significativas também observadas em Toledo e Umuarama, de 17% e 34% respectivamente.
Jonas Mário Vendruscolo, produtor rural e agrônomo, relatou perdas de 100% em certas parcelas de seus 400 hectares. Em áreas menos afetadas, as perdas variam entre 20% a 50%. Vendruscolo destacou que a região sofreu 66 dias sem chuvas, com temperaturas atingindo 44º C.
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Apesar das condições adversas, alguns agricultores, como os de Francisco Alves, ainda tentam mitigar os danos. Ricardo Raimondi, agrônomo local, notou que as temperaturas extremamente elevadas prejudicaram especialmente a fase de desenvolvimento reprodutivo das plantas.
O produtor Ricardo Paludo, que cultiva 1.700 hectares, estima que suas perdas superem 50%. Segundo ele, mesmo a chuva recente não será suficiente para recuperar as lavouras comprometidas.
Em Iporã, Edamir Jair Salvador, presidente do Sindicato Rural, observou que as perdas excedem 50%, especialmente para aqueles que plantaram cedo durante o pico de calor. No entanto, ele menciona que o milho plantado mais tarde poderia beneficiar-se das chuvas recentes.
Além do impacto no milho, a falta de chuvas e o calor excessivo também afetaram outras atividades agrícolas na região, como a piscicultura, avicultura e a produção de leite, devido à deterioração na qualidade da silagem.























