A quebra da safra de milho vai aumentar o custo de produção de aves e suínos e poderá restringir as exportações de carnes.
Sem milho, cresce custo de produção das carnes
Da Redação 08/04/2005 – A quebra da safra de milho vai aumentar o custo de produção de aves e suínos e poderá restringir as exportações de carnes. O Brasil terá de importar até 5 milhões de toneladas que podem vir da Argentina, onde o cultivo é transgênico. “Os clientes internacionais, cada vez mais exigentes, podem pedir rastreabilidade e rotulagem das carnes”, diz César Borges de Sousa, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Milho (Abimilho).
A falta do grão no Sul fez com que entre 25% a 30% da safrinha de Mato Grosso fosse comercializada antecipadamente a valores entre US$ 4,50 a US$ 5,50 a saca para entrega em julho, segundo a Agência Rural. De acordo com dados da consultoria, a segunda safra do grão será da ordem de 8 milhões de toneladas, se não houver problema climático. Com isso, o País precisaria importar 2 milhões de toneladas. Em caso de produção menor, a compra ficará em até 5 milhões de toneladas.
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