Em Maracaju lesões de causa ainda desconhecida estão sendo confundidas com sintomas de ferrugem asiática por agricultores e técnicos, e segundo a Embrapa, isso pode levar a aplicação desnecessária de fungicidas.
Nova praga em soja de Maracaju preocupa pesquisadores
Redação (17/01/07) – As cidades afetadas são Maracaju, aqui no Estado, além das cidade do Paraná como Londrina, Cambé, Tuneiras do Oeste, Cambará, São Pedro do Ivaí, Rio Bom, Ibiporã e Faxinal estão com alto índice dessas lesões.
De acordo com a pesquisadora Claudine Seixas, da Embrapa Soja, os sintomas do problema são pequenas lesões circulares marrom e, em alguns casos, com borda marrom e centro claro, bem distribuídas em toda a folha. Já analisamos amostras de plantas com essas lesões e confirmamos que não se trata de nenhuma doença, enfatiza.
O pesquisador Álvaro Almeida diz que este problema, identificado com maior intensidade nesta safra no Brasil, vêm sendo observado na Argentina e na Bolívia há 15 anos pelo pesquisador Daniel Ploper, que não constatou perda de produtividade. Esse fenômeno tem ocorrido, principalmente, em anos com condições de chuvas mais freqüentes com diferença significativa entre cultivares.
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A orientação dos pesquisadores da Embrapa é para que produtores e técnicos reforcem a atenção para diferenciar as lesões de coloração marrom de causa desconhecida dos sintomas iniciais da ferrugem que tem saliência típica e pode ser facilmente observada com lupa de bolso.
No caso de ferrugem, há necessidade de controle químico, assim que identificada a doença. Já neste caso os pesquisadores ainda discutem uma forma de acabar com essa lesão. (TV Morena)





















