Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,59 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,49 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,32 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,32 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,69 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,36 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 170,25 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,91 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,71 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.292,20 / t
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 162,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 182,06 / cx

Milho transgênico tem produtividade 17% maior

O custo de produção de uma lavoura de milho transgênico na região de Tucumán, Norte da Argentina, é o mesmo da convencional, por volta de US$ 215 por hectare. A diferença está na produtividade.

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Redação (05/03/07) – O transgênico BT – para o controle de insetos pragas – proporciona rendimento de 8.200 quilos por hectare. Com o convencional o resultado é de 6.800 quilos por hectare, uma diferença de US$ 196 por cada hectare plantado. Essa é a razão que levou o agricultor Aldo Capuano a escolher o BT para o plantio de 200 hectares de milho, em sua propriedade de 900 hectares na região de Tucumán.

O restante da área é ocupado com o cultivo de soja RR, igualmente transgênica, com resultado que considera igualmente vantajoso. Para Capuano, a principal vantagem do plantio de milho transgênico, além do resultado financeiro adicional, é a tranqüilidade que proporciona ao agricultor durante o desenvolvimento da lavoura.

Enquanto que na convencional, o produtor e seus empregados têm de vigiar a lavoura constantemente para verificar se há pragas atacando suas folhas, com o BT, "o produtor agrícola pode até tirar férias", exagerou Capuano. O agricultor cultiva transgênicos há sete anos. A aceitação foi gradativa. No primeiro ano, foram apenas 60 hectares de milho. Na medida que foi constatando os bons resultados, ampliava a área até chegar aos 100%. Ao cultivar a totalidade da área com milho BT, o agricultor de Tucumán rompe um compromisso que assumiu com a Monsanto e outras empresas de biotecnologia, que é de reservar 10% da área para a produção com variedades de milho convencionais.

É que a multinacional teme perder a eficiência de seu produto, na medida que os insetos se tornarem resistentes à enzima contida na planta transgênica que afeta o sistema digestivo dos insetos e os leva à morte. Teoricamente, o cultivo de uma parcela da lavoura com sementes convencionais garante que a presença de pragas no meio ambiente mantenha a população de insetos sensível à substância que protege as plantas das infestações. Caso não seja tomado esse cuidado, os especialistas calculam que a tecnologia poderá se tornar inócua em três anos.

Capuano diz que esse risco não existe. Como sua propriedade está cercada de culturas convencionais, há insetos em volume suficiente para manter a população geneticamente inalterada por longo tempo. Embora a Monsanto seja líder na Argentina no mercado de sementes, a empresa de biotecnologia enfrenta uma forte concorrência por parte de outras empresas igualmente poderosas, como a Bayer, Syngenta e Dow.

O critério para a escolha da marca da semente que será plantada nas lavouras é basicamente o preço, informa o consultor técnico Oscar Ricci. Segundo ele, o produto da Monsanto, em geral, é mais caro e os demais, apresentam resultados igualmente satisfatórios. O consultor explica que são muitas as propriedades que cultivam simultaneamente milho transgênico e convencional. 

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