Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Leilões e câmbio esfriam preço do milho

Depois de o preço do milho subir cerca de 45% em pouco menos de dois meses, o mercado doméstico começa a esfriar.

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Redação (04/10/07) – A acomodação na demanda européia pelo grão, os leilões de milho dos estoques do governo e a valorização do real ante o dólar explicam o recuo recente nas cotações. Conforme o indicador Esalq/BM&F para o milho, a saca em Campinas (SP) foi cotada ontem a R$ 26,91, queda de 4,43% ante o pico de R$ 28,16 registrado no dia 24 de setembro passado.

Para Paulo Molinari, analista da Safras&Mercado, o próprio fato de o milho ter subido "50 dias seguidos" é uma razão para o recuo. Ele observa que este é um momento de acomodação porque o milho brasileiro importado por países europeus começa a chegar a seus destinos. O resultado é que a tonelada do milho no mercado da Europa caiu de 260 euros para 230 euros."O estresse maior da Europa diminuiu", afirma Molinari.

A demanda européia fez o milho bater R$ 27,50 por saca no porto de Paranaguá, o equivalente a US$ 250 por tonelada. Esse valor embutia um prêmio de US$ 100 por tonelada sobre Chicago pela forte demanda européia e porque o milho brasileiro é não-transgênico. Agora, diz Molinari, o mercado é nominal em Paranaguá, com compradores a R$ 25 e R$ 25,50 por saca e vendedores a R$ 26,50. Isso significa interesse de compra a US$ 230 e de venda a US$ 250.

Segundo Molinari, além de as tradings segurarem o ritmo de compra de milho para exportação, a "ameaça" de indústrias de importar grão transgênico também ajudou a pressionar o mercado.

Sílvio Farnese , coordenador-geral da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, concorda que os leilões do governo para compradores de todo o país ajudaram a pressionar as cotações domésticas. Hoje, o governo faz o quarto leilão de seus estoques, com oferta de 120 mil toneladas de milho de Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul. Como havia reclamações por parte de compradores em relação à qualidade e à localização dos lotes, o governo incluiu outras origens no leilão de hoje. O governo pretende ofertar até 1,4 milhão de toneladas de milho até o fim do ano.

A atual esfriada dos preços não significa que o mercado está tranqüilo, diz Molinari. A razão é que a falta de chuvas já atrasa o plantio de milho no país. Além disso, outubro deve ser outro mês de grandes embarques de milho. De janeiro a setembro, foram 6,9 milhões de toneladas, segundo a SPA.

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