Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.219,92 / t
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Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 222,89 / cx
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 197,23 / cx

Soja será a cultura mais rentável na safra 2007/08

A soja terá incremento de área de 7%; enquanto o milho, 4,5% e o algodão, 2,5%.

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Da Redação 11/10/2007 – A soja volta a brilhar nas lavouras brasileiras. Depois de perder para o milho o status de maior rentabilidade na safra passada, a oleaginosa retoma a posição de liderança, com margens brutas acima das registradas na última colheita. Mas o milho, impulsionado pelas exportações, também terá rentabilidade superior à registrada na colheita 2006/07. Entre as principais lavouras, a menor margem ocorre com o algodão. Ainda assim, em todas a margem será positiva, segundo levantamento exclusivo feito pela AgraFNP.

As projeções de preços mais elevados explicam o ganho dos produtores, apesar do aumento dos custos em algumas culturas. O estudo da consultoria mostra que os produtores de transgênico serão os maiores beneficiados. A diferença de margem entre a lavoura tradicional e a geneticamente modificada passa de 350%, no caso do algodão no oeste Baiano. "Os custos de produção do transgênico são menores e as produtividades mais elevadas", explica Fábio Turquino Barros, analista da AgraFNP, referindo-se ao caso baiano. Naquela região, o algodão convencional dará margem de 3%, enquanto o geneticamente modificado renderá 14%.

O estudo mostra também que os produtores de Estados com melhor logística ganham mais que os outros. De acordo com a projeção da AgraFNP, o sojicultor do Paraná terá uma margem bruta de 41% para a lavoura convencional e 47% para a transgênica. No ano passado, as rentabilidades eram de 35% e 44%, respectivamente. Em Mato Grosso, o ganho é de 30% para a lavoura tradicional e 34% para a geneticamente modificada. Segundo Barros, em média, os custos estão próximos aos do plantio passado – pois houve aumento em alguns insumos, mas a retração do dólar reduziu os preços de outros. A estimativa é de aumento no custo de 6% para a soja convencional e 1,4% para a transgênica.

A mesma diferença entre regiões ocorre no milho. Para o grão as projeções da consultoria foram feitas para o Paraná e Goiás. Mais uma vez o estado sulista ganha em margem sobre os demais. A rentabilidade média da lavoura paranaense será de 38% – ante a 36% em 2006. Em Goiás, a margem se mantém em 22%. "A diferença pequena entre a soja e o milho no Paraná se deve aos preços internos excepcionais do grão", diz Barros. Segundo ele, a rentabilidade do cereal só não é maior porque os custos subiram em média 10% – mais que na oleaginosa. O analista explica que as cotações internacionais dos dois produtos estão mais altas, influenciando no mercado interno. Segundo ele, a quebra da safra de trigo na Europa, que demandou mais milho, e a redução da safra e dos estoques de soja nos Estados Unidos explicam os patamares mais elevados.

Para o algodão a AgraFNP projeta rentabilidades de 3% e 13% na Bahia e Mato Grosso, respectivamente, em lavouras convencionais, e 14% e 22% para as transgênicas. Os elevados estoques da fibra explicam a diferença da rentabilidade na comparação com o milho e a soja. As margens vão influenciar no plantio. Segundo a consultoria, a soja terá incremento de área de 7%; enquanto o milho, 4,5% e o algodão, 2,5%. A empresa estima que possa haver perda de produtividade devido ao fenômeno La Nina. Todas as estimativas pressupõem o emprego de alta tecnologia nas lavouras.

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