Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Milho safrinha poderá posicionar Brasil entre países líderes na cultura, prevêem especialistas

O País é um dos poucos do mundo que possui condições de ampliar o sistema produtivo.

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Redação (27/11/2007)- A flexibilidade do sistema de produção agrícola no Brasil como alternativa para driblar os riscos que afetam a atividade foi abordada na manhã desta terça-feira, 27, pelo engenheiro agrônomo e professor de Economia Agrícola da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Alexandre Lahoz Mendonça de Barros, no IX Seminário Nacional de Milho Safrinha que acontece esta semana em Dourados-MS. Para ele, a segunda safra de milho no Brasil determinará a possibilidade de segunda renda para os produtores rurais e será o principal fator para a ampliação do sistema produtivo, flexibilidade ausente na maioria dos países de clima temperado.

“Talvez o milho safrinha seja uma das poucas oportunidades de o produtor atender às novas demandas que atingem o mercado de grãos. Presenciamos um momento com possibilidades reais de buscarmos a liderança na exportação de soja, milho, carnes e leite. Com o aumento dessa demanda, com essa nova dinâmica, abre-se uma oportunidade excelente para o milho safrinha engajar-se nesse contexto”, pondera o economista. “O Brasil é um dos poucos países do mundo que possui condições de ampliar o sistema produtivo”, completa. Outro diferencial marcante, continua Mendonça, é o equilíbrio entre os sistemas produtivos da estrutura produtiva brasileira: “o ano todo temos condições de produzirmos soja, milho e pastagem”.

Para lidar com os riscos que afetam a atividade agrícola, como quebras de safra, preço, câmbio e a questão sanitária, o economista sugere que o produtor rural precisa diluir estes fatores com a flexibilidade que o sistema produtivo permite. “É por isso que o milho safrinha é um componente importante para atenuar esses riscos e constitui-se em uma excelente alternativa de renda. As atividades de pesquisa precisam avançar para otimizar tal modelo”, adianta. Neste contexto, Mendonça reforça o potencial que o Brasil tem para ultrapassar a produção agrícola de países que ocupam as primeiras posições, como Estados Unidos, China e Índia. “Enquanto o Brasil produziu pouco mais de 122 milhões de toneladas de grãos e cereais em 2006, os Estados Unidos lideraram com quase 423 milhões de toneladas. A China chegou às 401 milhões de toneladas”, pondera.

PERSPECTIVAS – A importância da segunda safra do milho norteou as discussões durante a abertura do IX Seminário Nacional de Milho Safrinha na noite da última segunda-feira, 26, em Dourados-MS. “A produção de milho atingiu recordes na última safra devido aos esforços que estão sendo feitos em prol do milho safrinha”, disse Vera Maria Carvalho Alves, chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG). “Não nos interessa picos de produção na safrinha. Devemos pensar em atingir a estabilidade produtiva, com foco no desenvolvimento sustentável e na preservação ambiental. É nosso dever oferecermos condições para que a produção seja estável”, afirmou Mário Urchei, chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados-MS). Para Paulo César Magalhães, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo e presidente da ABMS (Associação Brasileira de Milho e Sorgo), entidade promotora do evento, os desafios impostos pela cultura – por ser plantada fora de época, principalmente – começam a ser vencidos para que a prática seja consolidada ainda mais como alternativa de renda para os produtores rurais.

SEMINÁRIO – O IX Seminário Nacional de Milho Safrinha é uma promoção da Associação Brasileira de Milho e Sorgo (ABMS), com realização da Embrapa Agropecuária Oeste, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e tem a parceria da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Associação de Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados (AEAGRAN), Grupo Plantio na Palha (GPP), Sindicato Rural da cidade e Embrapa Milho e Sorgo, com apoio de diversas empresas de sementes e outras instituições. Mais informações: (67) 3425-5122 e www.cpao.embrapa.br/milhosafrinha .

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