Na bolsa de Chicago, milho e soja registraram a primeira alta da semana, enquanto o trigo alcançou o maior patamar em um mês.
Dia de alta para os grãos em Chicago
Redação (18/09/2008)- Movimentos de fundos e notícias climáticas adversas às lavouras garantiram a valorização das principais commodities agrícolas negociadas no mercado global. Na bolsa de Chicago, milho e soja registraram a primeira alta da semana, enquanto o trigo alcançou o maior patamar em um mês.
Sob influência de previsões de clima adverso em plantações do Meio-Oeste americano, os contratos da soja com vencimento em janeiro, que ocupam a segunda posição de entrega na bolsa (normalmente a que apresenta maior liquidez), encerraram o pregão a US$ 11,5325 por bushel, com ganho de 14 centavos de dólar. Neste mês, com isso, a queda acumulada desses futuros diminuiu para 12,9%, conforme o Valor Data.
"A alta foi determinada sobretudo pela movimentação dos fundos em meio às turbulências financeiras globais", disse Renato Sayeg, da Tetras Corretora. Ele lembra que a soja passou a seguir os passos do petróleo com o aumento da participação dos fundos de investimentos nos mercados agrícolas, e que agora essa relação está ainda mais estreita.
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Até um mês atrás, calcula, os preços de soja e petróleo nas bolsas de Chicago e Nova York, respectivamente, vinham apresentando a mesma direção de fechamento (alta ou baixa) em cerca de 65% dos pregões. Agora, afirma, o percentual já está em mais ou menos 70%.
No milho, sob as mesmas influências da soja, os contratos de segunda posição (março) subiram 19,75% e fecharam a US$ 5,70 por bushel. No trigo, março atingiu US$ 7,46 por bushel, ganho com 34 cents. Aqui, a influência climática foi argentina e australiana.





















