Brasil deve colher mais de 73 milhões de toneladas de milho, somando safras de inverno e verão, neste ano.
Oferta elevada e problemas logísticos derrubam preço do milho

Desde o início do ano, os preços do milho recuaram 16% no mercado de balcão (recebido pelo produtor) e 14% no mercado de lotes (negociações entre empresas) no Brasil. A conta foi feita pelo Cepea, centro de estudos da Universidade de São Paulo, e reflete a tendência nos estados produtores. São três os principais motivos: a boa safra de milho de verão no Brasil, o interesse dos produtores em vender sua produção e a lentidão dos negócios de exportação. Na terça-feira a saca de 60 quilos valia R$ 20 em Cascavel (Paraná) e R$ 17,30 em Sorriso (Mato Grosso) aos produtores.
As previsões de aumento do plantio na safra de inverno também pressionam os preços, conforme o Cepea. Além disso, há regiões deficitárias em capacidade de armazenagem e que produzem volumes expressivos do cereal, o que requer a venda conforme avança a colheita, afirmaram os pesquisadores. As estimativas de crescimento na área de milho nos EUA, com expectativa de safra recorde no maior exportador mundial do cereal, pressionam ainda mais os preços no Brasil, completou o Cepea.
US$ 1 por bushel foi quanto o milho se desvalorizou na Bolsa de Chicago desde quinta-feira, quando os Estados Unidos anunciaram estoques maiores que os esperados. Ontem, a commodity fechou em US$ 6,4/bu.
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